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Brasil pode colher 66,2 milhões de sacas e ter maior safra de café da história, projeta Conab

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A primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que o Brasil pode colher 66,2 milhões de sacas de café beneficiadas de 60 quilos na próxima safra. Se confirmada, será a maior da série histórica, com alta de 17,1% sobre 2025 e acima do recorde anterior, de 63,1 milhões de sacas, registrado em 2020. O avanço é atribuído à bienalidade positiva, sobretudo do arábica, e à expansão da área produtiva.

A área em produção deve alcançar 1,9 milhão de hectares, crescimento de 4,1%, com produtividade média estimada em 34,2 sacas por hectare, alta de 12,4%. O arábica deve liderar a recuperação, com 44,1 milhões de sacas (+23,3%), enquanto o conilon (robusta) pode atingir 22,1 milhões de sacas (+6,4%), com possibilidade de novo recorde impulsionado por material genético mais produtivo e maior uso de irrigação.

Minas Gerais deve seguir como principal produtor, com 32,4 milhões de sacas. O Espírito Santo, líder em conilon, pode chegar a 19 milhões, enquanto São Paulo (5,5 milhões), Bahia (4,6 milhões) e Rondônia (2,7 milhões) também apresentam projeções de crescimento, favorecidas por melhores condições climáticas e avanço tecnológico nas lavouras.

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O cenário ocorre em meio a um mercado internacional ainda apertado. Apesar da queda de 17,1% no volume exportado em 2025, para 41,9 milhões de sacas, a receita cambial foi recorde, somando US$ 16,1 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com alta de 30,3% puxada pela valorização de 57,2% no preço médio. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta consumo global recorde e estoques nos menores níveis em cerca de 25 anos, o que tende a sustentar os preços mesmo com a recuperação da oferta.

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