O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) oficializou nesta quinta-feira (26/06/2025), em entrevista ao portal Metrópoles, a intenção de lançar seu filho Carlos Bolsonaro (PL), atualmente vereador no Rio de Janeiro, como candidato ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026 .
A aliança política com Jorginho Mello
Bolsonaro revelou que costurou a candidatura de Carlos em parceria com o governador catarinense, Jorginho Mello (PL):
“Falei ao Jorginho que serão duas vagas ao Senado: ‘uma para você e outra para mim. A minha indicação ficou com o Carlos Bolsonaro. A dele, com a Carol de Toni (PL-SC)” .
Ou seja, além de Carlos pelo PL, a deputada Carol de Toni também disputará uma das vagas, compondo uma chapa conjunta entre família Bolsonaro e o governo estadual.
Estratégia eleitoral: evitar conflito no Rio
Bolsonaro explicou que decidiu lançar Carlos fora do Rio para não prejudicar aliados como Alexandre Ramagem e Hélio Lopes, ambos do PL-RJ:
“Se Carlos saísse candidato a deputado federal pelo Rio… atrapalharia deputados do nosso grupo político…” .
Para o Senado no Rio, o cabeça de chapa será Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que busca reeleição.
Reações e críticas
A escolha de um “foro externo” já provoca desconforto na base catarinense. O presidente da FIESC, por exemplo, disse que o estado não precisa “importar” candidatos, defendendo líderes locais .
Bolsonaro antecipou que Carlos será alvo de críticas, sendo chamado de “turista” ou “E.T.”, mas defendeu seu desempenho:
“Mas o trabalho que ele faz é espetacular. […] E o Carlos será uma opção para o eleitor catarinense” .
Regras eleitorais e residência
Para disputar em SC, Carlos deverá migrar seu domicílio eleitoral até 4 de abril de 2026 e comprovar vínculo com o estado — seja por residência, trabalho ou atividade política .
Perfil do candidato: Carlos Bolsonaro
• Nascido em Resende (RJ) em 07/12/1982.
• Vereador no Rio desde 2000, cumpre atualmente seu 6º mandato .
• Reconhecido por coordenar a estratégia digital de Jair Bolsonaro desde 2010.
• Envolvido em controvérsias, como o suposto “gabinete do ódio” .
O que está em jogo
• Para o PL catarinense: garantir duas vagas ao Senado, unindo governo e clã Bolsonaro.
• Para Carlos Bolsonaro: ampliar atuação política fora do Rio e fortalecer a presença da família em Brasília.
• Para o eleitorado de SC: decidir entre a candidatura “importada” de Carlos e nomes locais, como Carol de Toni e possíveis concorrentes de PP, PSD e União Brasil .
Próximos passos
• Transferência do título eleitoral até abril de 2026.
• Lançamento oficial da campanha e filiações estratégicas.
• Repercussão interna no PL e mobilização da oposição.
• Resposta de entidades locais, como FIESC, questionando representatividade.
Com a confirmação da candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, o PL busca consolidar uma forte influência política no estado. A estratégia alia poder local com visibilidade nacional, mas enfrenta resistência de setores que cobram raízes regionais. Resta saber se o eleitor catarinense aceitará o nome “importado” da família presidencial.





























