Banco pretende aportar até 25% dos fundos, com exigência de que gestores levantem três vezes o valor investido pela instituição
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) prepara projeto no valor de R$ 300 bilhões para selecionar gestores de fundos privados de infraestrutura que invistam em participação societária em projetos no Brasil.
A iniciativa busca ampliar a oferta de capital privado para empreendimentos de infraestrutura e prevê que, para cada R$ 1 aportado pelo banco, os gestores selecionados tenham de levantar outros R$ 3 com investidores.
Em entrevista para a CNN, a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, disse que a instituição poderá responder por até um quarto do patrimônio de cada fundo.
O chamamento deve ser realizado no segundo semestre, e o banco já iniciou as conversas com gestores nacionais e internacionais para avaliar o interesse na iniciativa, tendo em vista que os fundos ficaram responsáveis pelos demais 75% dos aportes.
Segundo a diretora, a leitura inicial do mercado tem sido positiva. “O Brasil hoje é percebido como um destino de investimento em infraestrutura pelos gestores internacionais”, afirmou.
A estratégia pretende atrair investidores que aportem capital próprio em projetos, em uma etapa anterior à contratação de financiamentos. Os fundos poderão investir em concessões, mas também em outros projetos de infraestrutura, como licitações e PPPs (parcerias público-privadas) em setores como transportes, saneamento, iluminação pública e saúde.
A diretora explicou que os fundos terão perfil de longo prazo e estarão sujeitos a regras que determinarão a aplicação dos recursos. O objetivo é garantir que os gestores efetivamente direcionem o capital para projetos de infraestrutura.
O banco, posteriormente, poderá participar da estruturação de empréstimos dos projetos que receberem os investimentos dos fundos. Segundo Luciana, a iniciativa faz parte de um movimento do banco para ampliar o volume de investimentos em infraestrutura.
Por Jenifer Ribeiro / CNN Brasil



















