Três anos do 8 de janeiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta quinta-feira, 8 de janeiro, uma programação especial aberta ao público para marcar os três anos dos ataques golpistas que depredaram sua sede. A iniciativa, parte da campanha “Democracia Inabalada”, buscou preservar a memória do episódio e celebrar a resiliência das instituições. Na oportunidade, foram realizadas atividades como a exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução” e a exibição de um documentário produzido pela TV Justiça. Além de conversas com jornalistas que cobriram os ataques e uma mesa-redonda no “Salão Nobre” com especialistas como o historiador Carlos Fico e a advogada Juliana Maia. Em 8 de janeiro de 2023, o prédio do STF foi invadido e destruído, mas reaberto 24 dias depois, simbolizando a reconstrução democrática.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na manhã desta quinta-feira, 8 de janeiro, às 10 horas de uma cerimônia no Palácio do Planalto em memória aos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O evento ocorreu no Salão Nobre e na área externa do Palácio do Planalto, reunindo autoridades e sociedade civil para reafirmar os valores democráticos. À tarde, o STF promove sua própria programação especial, integrada à campanha “Democracia Inabalada”, que inclui exposição, documentário e debates. A data marca a invasão e destruição da sede do Supremo, cuja reconstrução completa foi concluída em tempo recorde de 100 dias, envolvendo centenas de servidores e simbolizando a resiliência das instituições. Transmitidas em tempo real pelos canais de televisão e pelas redes digitais, as imagens de terror pegaram de surpresa o mundo, chocando por sua barbárie tanto brasileiros, quanto cidadãos de outros países.
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Três anos após os ataques golpistas que destruíram as sedes dos Três Poderes em Brasília, as cerimônias oficiais de memória e reforço à democracia terão a ausência das maiores autoridades do Legislativo. Enquanto o presidente Lula realizou um evento no Palácio do Planalto e o STF promove uma agenda especial aberta ao público, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não confirmaram presença em nenhuma das atividades e não agendaram qualquer evento próprio no Congresso Nacional. O local, que foi o primeiro a ser invadido e vandalizado em 8 de janeiro de 2023, permanecerá sem uma cerimônia oficial para lembrar a data. A omissão ocorre em meio a um ambiente político polarizado, onde foi aprovado em dezembro uma proposta que reduz às penas dos condenados pelos atos.
Indústria impulsiona exportações

As exportações brasileiras atingiram R$ 1,87 trilhão em 2025, um novo recorde da série histórica iniciada em 1989, superando em R$ 48,3 bilhões o resultado de 2023. O volume exportado cresceu 5,7%, mais que o dobro da previsão da OMC para o comércio global. As importações também bateram recorde, alcançando R$ 1,51 trilhão. Com isso, a corrente de comércio somou R$ 3,38 trilhões, a maior já registrada, e o superávit ficou em R$ 366,8 bilhões, terceiro maior da história. Apesar do cenário internacional adverso, mais de 40 mercados compraram recordes de produtos brasileiros, com destaque para Canadá, Índia e Turquia. A indústria de transformação cresceu 3,8% em valor e 6% em volume, atingindo R$ 1,01 trilhão – o maior valor já registrado para o setor.
Compras do Oriente Médio disparam

Só em dezembro, as exportações brasileiras somaram R$ 166,5 bilhões, aumento de 24,7% frente a dezembro de 2024, e as importações totalizaram R$ 114,9 bilhões (+5,7%). O saldo comercial do mês foi de R$ 51,6 bilhões, um crescimento de 107,8% e o maior já registrado para meses de dezembro. A corrente de comércio mensal também foi recorde: R$ 281,4 bilhões. Os setores que mais contribuíram foram a indústria extrativa (alta de 53% em valor) e a agropecuária (+43,5%), com destaques para petróleo bruto, minério de ferro, soja e carne bovina. As importações originárias do Oriente Médio cresceram 90,6% em dezembro, impulsionadas por compras de petróleo bruto e fertilizantes, enquanto as compras argentinas apresentou registro de queda. As importações da Argentina caíram 14,1% no mês, refletindo a redução nas compras de veículos de passageiros e outros bens.
ASEAN aumenta importações

As importações brasileiras originárias do bloco da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) cresceram 29,7% em 2025, impulsionadas por bens intermediários e de capital. Já a China se consolidou como principal destino das exportações brasileiras em 2025, com R$ 537 bilhões (+6%), impulsionada por soja, carne bovina e celulose. Já as vendas para os Estados Unidos caíram 6,6% no ano, reflexo das tarifas impostas pelo governo americano a partir de agosto. As compras do Brasil na China subiram 11,5% no ano, totalizando R$ 380,9 bilhões, reforçando a dependência comercial bilateral. No acumulado anual, a indústria de transformação exportou R$ 1,01 trilhão (alta de 3,8%), com recordes em carne bovina, veículos e café torrado. Para 2026, a expectativa do governo é de exportações entre R$ 1,83 trilhão e R$ 2,04 trilhões, com saldo comercial na faixa de R$ 375,9 bilhões a R$ 483,3 bilhões.
Balança recorde

Para o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), os resultados históricos da balança comercial de 2025, em que foi apresentado o superávit de R$ 366,8 bilhões é resultado de uma estratégia governamental de diversificação de mercados e apoio à indústria nacional. “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos”, afirmou Alckmin durante coletiva. O ministro ressaltou que o recorde de exportações, que totalizaram R$ 1,87 trilhão, foi impulsionado por programas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano, que teriam aumentado a produtividade e a competitividade das empresas brasileiras no exterior. Apesar da queda de 6,6% nas vendas para os Estados Unidos – reflexo de barreiras tarifárias –, mais de 40 mercados, incluindo Canadá, Índia e Turquia, bateram recordes de importação de produtos nacionais.
Previsão 2026

Para 2026, a expectativa do MDIC é de um saldo comercial entre R$ 375,9 bilhões e R$ 483,3 bilhões, sustentado pela contínua diversificação de destinos e pelo fortalecimento da cadeia produtiva doméstica. As projeções indicam exportações na faixa de R$ 1,83 trilhão a R$ 2,04 trilhões e importações entre R$ 1,45 trilhão e R$ 1,56 trilhão, resultando em uma corrente de comércio prevista entre R$ 3,28 trilhões e R$ 3,60 trilhões. Essas metas serão buscadas por meio da manutenção e ampliação de programas como a NIB e o Plano Brasil Soberano, que visam aumentar a competitividade industrial. A estratégia inclui consolidar novos mercados que bateram recordes de importação em 2025, como Canadá, Índia e Turquia, e mitigar impactos de barreiras comerciais, como as tarifas impostas pelos EUA. O governo também aposta na recuperação do comércio regional.
Mega social

A edição recorde da “Mega da Virada” de 2025 vai repassar mais de R$ 1,1 bilhão a programas sociais nas áreas de esporte, cultura, seguridade social e segurança pública. O valor, arrecadado pela Caixa Loterias, constitui um dos maiores volumes de recursos direcionados a políticas públicas por meio de loterias no país. O diretor-presidente da Caixa Loterias, Renato Siqueira, afirmou que os repasses “representam um compromisso que vai muito além do entretenimento”, transformando “sonhos individuais em benefícios concretos para milhões de brasileiros”. O concurso fez seis novos milionários, cada um recebendo cerca de R$ 181,8 milhões. As apostas vencedoras foram registradas em Ponta Porã (MS), João Pessoa (PB), Franco da Rocha (SP) e outras três pelo canal eletrônico. Os números sorteados foram 09, 13, 21, 32, 33 e 59.
Idosos autistas

Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná (PR), com base no censo de 2022, aponta que aproximadamente 306.836 brasileiros com 60 anos ou mais (0,86% dessa população) possuem algum grau de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A prevalência é ligeiramente maior entre homens (0,94%) do que entre mulheres (0,81%). A identificação do transtorno na terceira idade é dificultada porque sintomas como isolamento, rigidez comportamental e interesses restritos podem ser confundidos com ansiedade, depressão ou demência. De acordo com a pesquisadora Uiara Raiana Vargas de Castro Oliveira Ribeiro, o diagnóstico tardio costuma ser recebido com alívio, pois traz explicação para desafios vividos ao longo da vida. Ela ressalta que idosos no espectro têm maior risco de comorbidades psiquiátricas, declínio cognitivo e doenças cardiovasculares, além de expectativa de vida reduzida.























