Caravana do agro

Em evento realizado em Ribeirão Preto, a “Caravana do Agro Exportador”, iniciativa do Ministério da Agricultura, revelou um significativo interesse de países africanos pelas sementes brasileiras. Cerca de 100 produtores e empresários do setor participaram das orientações para exportar material de propagação. O Adido Agrícola do Brasil em Angola destacou que parte do território angolano se assemelha ao Cerrado, gerando demanda por sementes para desenvolver o setor agrícola local africano. A “Caravana do Agro Exportador” contou com palestras sobre programas de financiamento à exportação, visando a interiorização da cultura exportadora e a conexão dos produtores a oportunidades internacionais. A ação integra um ciclo de 25 caravanas realizadas em 2025 para capacitar o agro nacional.
Mineração sustentável

Em reunião com a Comissão Global de Investidores Mining 2030, no Palácio do Itamaraty, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçaram o compromisso do Brasil com um desenvolvimento mineral sustentável. O grupo reúne fundos internacionais que somam R$ 91,12 trilhões (US$ 17 trilhões) em ativos. Na oportunidade, Silveira destacou que o país já possui uma legislação ambiental rigorosa e uma matriz energética limpa e citou a criação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) com 18 ministros, além da estruturação do Conselho de Minerais Críticos e Estratégicos como pilares para avançar numa nova governança para o setor. O objetivo, segundo ele, é “destravar projetos responsáveis” assegurando que a riqueza mineral se converta em desenvolvimento para toda a sociedade.
Financiamento de florestas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mobilizou R$ 3,4 bilhões desde 2023 para projetos de conservação, recuperação e manejo florestal – o maior volume da história do banco para essa agenda. Os recursos, viabilizados após a reativação do Fundo Amazônia, já garantiram o plantio de 70 milhões de árvores e a geração de 23,5 mil empregos na economia florestal. De acordo com a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a agenda de florestas é também “uma agenda econômica rentável”, que busca atrair investimentos privados e impulsionar a bioeconomia. O banco atua por meio de três instrumentos principais: crédito, concessões e recursos não reembolsáveis. Atualmente, 38 projetos de concessão em andamento, como o da Floresta Nacional do Bom Futuro em Rondônia (RO), primeira concessão federal para restauração na Amazônia.
Défict de setembro

Em setembro de 2025, o governo federal registrou um déficit primário de R$ 14,5 bilhões, valor superior ao do mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano até setembro, o resultado negativo foi de R$ 100,4 bilhões. Apesar disso, a previsão oficial para todo o ano de 2025 é de um déficit de R$ 73,5 bilhões. Considerando compensações autorizadas, o Tesouro Nacional projeta que o resultado ficará dentro da meta fiscal estabelecida, com uma folga de R$ 0,8 bilhão. A receita líquida do governo cresceu 3,5% no período, impulsionada pelo Imposto de Renda e Importação. Já as despesas subiram 2,8%, com destaque para os benefícios previdenciários. O déficit do sistema de previdência somou R$ 440,9 bilhões em 12 meses. A projeção também indica que o governo cumprirá a regra de ouro em 2025.
Dívida pública

A Dívida Pública Federal (DPF) recuou 0,28% em setembro para R$ 8,12 trilhões. A composição mudou, com maior participação de títulos prefixados e indexados à inflação, enquanto os pós-fixados – baseados na Selic – caíram para 47,47%. O prazo médio da dívida aumentou para 4,16 anos, alongando o perfil de vencimentos. O custo médio subiu para 12% ao ano. Assim, o mês de setembro registrou um resgate líquido de R$ 93,12 bi, puxado pelo vencimento das Letras Financeiras do Tesouro (LFTs). Investidores estrangeiros aumentaram suas posições em R$ 25,6 bi, e as instituições financeiras seguem como maiores detentoras com 32,5%. O Tesouro Direto atingiu R$ 195,34 bi de investimentos, com mais de 3,2 milhões de investidores. A reserva de liquidez caiu para R$ 1,03 trilhão, cobrindo 9,33 meses da dívida.
Crédito para aviação

Em reunião extraordinária realizada nesta última quinta-feira, 30 de outubro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que regulamenta a concessão de empréstimos com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para empresas aéreas domésticas. A medida, que tem como objetivo fortalecer a estabilidade financeira do setor e promover ganhos de eficiência, permitirá que o BNDES e instituições financeiras habilitadas ofereçam financiamentos para finalidades específicas. Entre elas estão a aquisição de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido no Brasil, manutenção de aeronaves e motores, compra de aviões e investimentos em infraestrutura logística. Como contrapartida, as empresas beneficiárias terão que assumir compromissos ambientais, como o incentivo à produção nacional de SAF, e aumentar a frequência de voos nas regiões da Amazônia Legal e Nordeste.
Pescados

Na última quarta-feira, 29 de outubro, o governo brasileiro anunciou a abertura de novos mercados na Malásia e em Burkina Faso para produtos do agronegócio nacional. Na Malásia, foram autorizadas as exportações de pescado, maçãs, melões e ovos em pó, acessando um mercado de mais de 35 milhões de habitantes. Já em Burkina Faso, o Brasil poderá exportar alimentos e insumos para alimentação animal, um setor estratégico para um país com um rebanho de 81 milhões de cabeças. Essas conquistas elevam para 470 o número de acessos a novos mercados obtidos pelo Brasil desde o início de 2023. O resultado foi celebrado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro – senador licenciado pelo PSD de Mato Grosso (MT), que afirmou que o resultado alcançado é “fruto do trabalho conjunto” da sua pasta ministerial junto ao MRE.
Frutas festival

O governo brasileiro promoveu na última semana, no dia 22 de outubro, em Buenos Aires o “Frutas do Brasil Festival”, evento que teve como objetivo fortalecer as relações comerciais com o país vizinho. A iniciativa, que reuniu mais de 20 empresas exportadoras brasileiras e cerca de 100 convidados, ampliou a visibilidade da fruticultura nacional no mercado argentino. Foram destacadas frutas tropicais como manga, banana, melão e abacate, além de produtos com maior valor agregado, como espumantes e água de coco. O evento incluiu degustações e rodadas de negócios entre exportadores e importadores. A ação reflete a estratégia do governo brasileiro de diversificar e expandir mercados, um esforço que já resultou em um crescimento de cerca de 10% no valor das exportações de frutas este ano.
Café & cachaça

Já no mesmo dia 22 de outubro, em Pretória, na África do Sul, o governo brasileiro promoveu em um evento comercial realizado e coordenado pelo adido agrícola brasileiro no país, o café e a cachaça do país. A promoção dos produtos brasileiros aconteceram por meio de degustações, palestras e rodadas de negócios estratégicas com objetivo de apresentar a qualidade e a diversidade dos cafés e dos destilados nacionais a importadores, distribuidores e formadores de opinião sul-africanos. As sessões de degustação destacaram os diferentes perfis sensoriais de café, do qual o Brasil é líder no planeta, e da cachaça, típica bebida nacional que cada vez mais ganha espaço internacional – sobretudo com drinques como a caipirinha. A iniciativa integra a agenda do Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e das Relações Exteriores (MRE) para ampliar a visibilidade e inclusão de produtos brasileiros em novos mercados externos.
Decisões do STF

Ao longo desta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em voto do ministro Edson Fachin – presidente da Corte, pela nulidade de provas obtidas pela polícia sem que o preso fosse informado previamente sobre seu direito de permanecer em silêncio. Paralelamente, o ministro Alexandre de Moraes, em conferência na Espanha, defendeu a independência judicial como pilar da democracia. No plenário, a Suprema Corte também decidiu que o Estado do Paraná deve comprovar caso a caso a culpa de manifestantes feridos em 2015 para não indenizá-los. Além disso, avançou no julgamento que discute a nomeação de parentes para cargos políticos, com maioria entendendo que a regra do nepotismo não se aplica a essas nomeações.































