MATO GROSSO

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Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Caravana do agro

Caravana Agro Exportador em Ribeirão mostra interesse africano em sementes brasileiras. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

Em evento realizado em Ribeirão Preto, a “Caravana do Agro Exportador”, iniciativa do Ministério da Agricultura, revelou um significativo interesse de países africanos pelas sementes brasileiras. Cerca de 100 produtores e empresários do setor participaram das orientações para exportar material de propagação. O Adido Agrícola do Brasil em Angola destacou que parte do território angolano se assemelha ao Cerrado, gerando demanda por sementes para desenvolver o setor agrícola local africano. A “Caravana do Agro Exportador” contou com palestras sobre programas de financiamento à exportação, visando a interiorização da cultura exportadora e a conexão dos produtores a oportunidades internacionais. A ação integra um ciclo de 25 caravanas realizadas em 2025 para capacitar o agro nacional.

 

 

Mineração sustentável

Reservas estratégicas essenciais à transição energética, como cobre, lítio, níquel, manganês e grafita colocam o Brasil como protagonista. (Foto: Ricardo Botelho / Secom-MME)

Em reunião com a Comissão Global de Investidores Mining 2030, no Palácio do Itamaraty, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçaram o compromisso do Brasil com um desenvolvimento mineral sustentável. O grupo reúne fundos internacionais que somam R$ 91,12 trilhões (US$ 17 trilhões) em ativos. Na oportunidade, Silveira destacou que o país já possui uma legislação ambiental rigorosa e uma matriz energética limpa e citou a criação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) com 18 ministros, além  da estruturação do Conselho de Minerais Críticos e Estratégicos como pilares para avançar numa nova governança para o setor. O objetivo, segundo ele, é “destravar projetos responsáveis” assegurando que a riqueza mineral se converta em desenvolvimento para toda a sociedade.

 

 

Financiamento de florestas

Maior operação já aprovada com recursos do Fundo Clima pelo BNDES para restaurar 24 mil hectares de áreas foram R$ 250 milhões para a Suzano recuperar áreas degradadas. (Foto: Divulgação / Secom-BNDES)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mobilizou R$ 3,4 bilhões desde 2023 para projetos de conservação, recuperação e manejo florestal – o maior volume da história do banco para essa agenda. Os recursos, viabilizados após a reativação do Fundo Amazônia, já garantiram o plantio de 70 milhões de árvores e a geração de 23,5 mil empregos na economia florestal. De acordo com a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a agenda de florestas é também “uma agenda econômica rentável”, que busca atrair investimentos privados e impulsionar a bioeconomia. O banco atua por meio de três instrumentos principais: crédito, concessões e recursos não reembolsáveis. Atualmente, 38 projetos de concessão em andamento, como o da Floresta Nacional do Bom Futuro em Rondônia (RO), primeira concessão federal para restauração na Amazônia.

 

 

Défict de setembro

A receita líquida teve crescimento real de 3,5% no acumulado até setembro, puxada principalmente pelo Imposto de Renda de mais R$ 27,5 bilhões e Imposto de Importação com mais de R$ 10,6 bilhões. (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

Em setembro de 2025, o governo federal registrou um déficit primário de R$ 14,5 bilhões, valor superior ao do mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano até setembro, o resultado negativo foi de R$ 100,4 bilhões. Apesar disso, a previsão oficial para todo o ano de 2025 é de um déficit de R$ 73,5 bilhões. Considerando compensações autorizadas, o Tesouro Nacional projeta que o resultado ficará dentro da meta fiscal estabelecida, com uma folga de R$ 0,8 bilhão. A receita líquida do governo cresceu 3,5% no período, impulsionada pelo Imposto de Renda e Importação. Já as despesas subiram 2,8%, com destaque para os benefícios previdenciários. O déficit do sistema de previdência somou R$ 440,9 bilhões em 12 meses. A projeção também indica que o governo cumprirá a regra de ouro em 2025.

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Dívida pública

O custo médio da dívida continuou em trajetória de alta, subindo de 11,65% para 12,00% ao ano no acumulado em 12 meses. No mercado primário, setembro foi marcado por um resgate líquido de R$ 93,12 bilhões, fortemente influenciado pelas LFTs. (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

A Dívida Pública Federal (DPF) recuou 0,28% em setembro para R$ 8,12 trilhões. A composição mudou, com maior participação de títulos prefixados e indexados à inflação, enquanto os pós-fixados – baseados na Selic – caíram para 47,47%. O prazo médio da dívida aumentou para 4,16 anos, alongando o perfil de vencimentos. O custo médio subiu para 12% ao ano. Assim, o mês de setembro registrou um resgate líquido de R$ 93,12 bi, puxado pelo vencimento das Letras Financeiras do Tesouro (LFTs). Investidores estrangeiros aumentaram suas posições em R$ 25,6 bi, e as instituições financeiras seguem como maiores detentoras com 32,5%. O Tesouro Direto atingiu R$ 195,34 bi de investimentos, com mais de 3,2 milhões de investidores. A reserva de liquidez caiu para R$ 1,03 trilhão, cobrindo 9,33 meses da dívida.

 

 

Crédito para aviação

O FNAC, administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, é abastecido por recursos de outorgas aeroportuárias e aplicações financeiras. (Foto: Ricardo Beccari / Embraer)

Em reunião extraordinária realizada nesta última quinta-feira, 30 de outubro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que regulamenta a concessão de empréstimos com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para empresas aéreas domésticas. A medida, que tem como objetivo fortalecer a estabilidade financeira do setor e promover ganhos de eficiência, permitirá que o BNDES e instituições financeiras habilitadas ofereçam financiamentos para finalidades específicas. Entre elas estão a aquisição de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido no Brasil, manutenção de aeronaves e motores, compra de aviões e investimentos em infraestrutura logística. Como contrapartida, as empresas beneficiárias terão que assumir compromissos ambientais, como o incentivo à produção nacional de SAF, e aumentar a frequência de voos nas regiões da Amazônia Legal e Nordeste.

 

 

Pescados

Em 2024, a Malásia importou R$ 6,4 bilhões em produtos agropecuários do Brasil. (Foto: Divulgação / Secom-CE)

Na última quarta-feira, 29 de outubro, o governo brasileiro anunciou a abertura de novos mercados na Malásia e em Burkina Faso para produtos do agronegócio nacional. Na Malásia, foram autorizadas as exportações de pescado, maçãs, melões e ovos em pó, acessando um mercado de mais de 35 milhões de habitantes. Já em Burkina Faso, o Brasil poderá exportar alimentos e insumos para alimentação animal, um setor estratégico para um país com um rebanho de 81 milhões de cabeças. Essas conquistas elevam para 470 o número de acessos a novos mercados obtidos pelo Brasil desde o início de 2023. O resultado foi celebrado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro – senador licenciado pelo PSD de Mato Grosso (MT), que afirmou que o resultado alcançado é “fruto do trabalho conjunto” da sua pasta ministerial junto ao MRE.

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Frutas festival

Em 2024, a Argentina importou mais de R$ 8,12 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, dos quais R$ 242,1 milhões foram em frutas. (Foto: Divulgação / Apex)

O governo brasileiro promoveu na última semana, no dia 22 de outubro, em Buenos Aires o “Frutas do Brasil Festival”, evento que teve como objetivo fortalecer as relações comerciais com o país vizinho. A iniciativa, que reuniu mais de 20 empresas exportadoras brasileiras e cerca de 100 convidados, ampliou a visibilidade da fruticultura nacional no mercado argentino. Foram destacadas frutas tropicais como manga, banana, melão e abacate, além de produtos com maior valor agregado, como espumantes e água de coco. O evento incluiu degustações e rodadas de negócios entre exportadores e importadores. A ação reflete a estratégia do governo brasileiro de diversificar e expandir mercados, um esforço que já resultou em um crescimento de cerca de 10% no valor das exportações de frutas este ano.

 

 

Café & cachaça

A ação foi coordenada pelo adido agrícola do Brasil na África do Sul, Carlos Müller, em parceria com a Embaixada do Brasil em Pretória, e contou com apoio da Agência brasileira de apoio à exportação (Apex). (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

Já no mesmo dia 22 de outubro, em Pretória, na África do Sul, o governo brasileiro promoveu em um evento comercial realizado e coordenado pelo adido agrícola brasileiro no país, o café e a cachaça do país. A promoção dos produtos brasileiros aconteceram por meio de degustações, palestras e rodadas de negócios estratégicas com objetivo de apresentar a qualidade e a diversidade dos cafés e dos destilados nacionais a importadores, distribuidores e formadores de opinião sul-africanos. As sessões de degustação destacaram os diferentes perfis sensoriais de café, do qual o Brasil é líder no planeta, e da cachaça, típica bebida nacional que cada vez mais ganha espaço internacional – sobretudo com drinques como a caipirinha. A iniciativa integra a agenda do Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e das Relações Exteriores (MRE) para ampliar a visibilidade e inclusão de produtos brasileiros em novos mercados externos.

 

 

Decisões do STF

STF em semana de decisões relevantes define nulidade de provas sem aviso prévio, avanço no julgamento sobre nomeação de parentes para cargos políticos e estabelece regras para indenizações de manifestantes, enquanto Moraes defende a democracia no exterior. (Foto: Bruno Moura / STF)

Ao longo desta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em voto do ministro Edson Fachin – presidente da Corte, pela nulidade de provas obtidas pela polícia sem que o preso fosse informado previamente sobre seu direito de permanecer em silêncio. Paralelamente, o ministro Alexandre de Moraes, em conferência na Espanha, defendeu a independência judicial como pilar da democracia. No plenário, a Suprema Corte também decidiu que o Estado do Paraná deve comprovar caso a caso a culpa de manifestantes feridos em 2015 para não indenizá-los. Além disso, avançou no julgamento que discute a nomeação de parentes para cargos políticos, com maioria entendendo que a regra do nepotismo não se aplica a essas nomeações.

 

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