Para a ex-ministra da Agricultura da gestão Bolsonaro, o documento apresentado pelo governo brasileiro se utiliza de “dados que nem são oficiais”; o presidente da FPA, Pedro Lupion, chama a iniciativa de “autossabotagem”.
Por Humberto Azevedo
A Bancada ruralista em reunião nesta terça-feira, 19 de agosto, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reclamou que “Plano Clima” construído pelo governo brasileiro para ser apresentado na 30ª edição da Conferência sobre mudança no Clima das Nações Unidas (COP-30), que acontecerá em Belém (PA) entre 10 e 21 de novembro, é um ataque contra o setor agropecuário.
O “Plano Clima” é uma iniciativa do governo federal que norteará as políticas nacionais de enfrentamento às mudanças climáticas, concentrando-se na definição das estratégias transversais de monitoramento, gestão, avaliação e transparência, consideradas fundamentais para garantir a eficácia das ações de mitigação e adaptação.
Para a ex-ministra da Agricultura da gestão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), a senadora Tereza Cristina (PP-MS), o documento apresentado pelo governo brasileiro se utiliza de “dados que nem são oficiais”. Para o presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), o deputado Pedro Lupion (PP-PR), chamou a iniciativa de “autossabotagem interna”.
Já o vice-presidente da FPA, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), lamentou que o “Plano Clima” do governo brasileiro não reconhece que o setor agropecuário “é o setor que captura carbono pelas boas práticas e não o emissor, como afirmado pelo plano”. O parlamentar paulista reforça a “necessidade de mostrar a realidade sobre o trabalho do setor produtivo para o desenvolvimento do país”.
“Isso é mais uma maldade do Ministério do Meio Ambiente. A COP-30 será esvaziada e contrária ao setor agropecuário por conta dessas bombas, com dados que nem são oficiais. Tudo isso é muito sério”, comentou a ex-ministra Tereza Cristina.
“Diante dos riscos das tarifas americanas, o que mais causa espanto é o Plano Clima, uma verdadeira autossabotagem do governo brasileiro. Ignorar tudo o que já avançamos em legislação no setor produtivo revela incoerência. Eles saem daqui para vender uma imagem equivocada do Brasil e do agro, prejudicando nossa reputação lá fora. Devemos defender o produtor rural e a credibilidade da nação, além de salientar o quanto o nosso setor preserva e produz”, complementou Lupion.
“O ministro Fávaro não tinha conhecimento do que estava inserido no documento e fez questão de levar os nossos apontamentos às demais pastas envolvidas em nota técnica ao Ministério do Meio Ambiente”, completou Jardim.
Com informações de assessorias.






















