O desembargador Orlando Perri afirmou que a sequência de afastamentos de magistrados em Mato Grosso é preocupante, mas também mostra que o Judiciário está fazendo uma espécie de “depuração” interna para retirar maus juízes de seus quadros.
A declaração foi dada durante a entrega do Centro Socioeducativo Masculino de Cuiabá. Segundo Perri, apesar do cenário causar desgaste à imagem do Judiciário, as medidas demonstram que há fiscalização e punição quando surgem suspeitas graves.
“É perturbador, mas ao mesmo tempo alentador, porque mostra à sociedade que o Judiciário está depurando os maus juízes dos seus quadros”, declarou o desembargador.
Atualmente, Mato Grosso possui 10 magistrados afastados por decisões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso ou do Conselho Nacional de Justiça. Os casos envolvem suspeitas que vão desde faltas funcionais até suposta participação em esquema de venda de sentenças.
Entre os afastados pelo Tribunal de Justiça estão Anderson Candiotto, Silvia Renatta Anffe Souza Alves de Moura, Mirko Vincenzo Gianotte, Fernando da Fonsêca Melo e Tatiana dos Santos Batista, que já foi demitida, mas ainda pode recorrer da decisão.
Já o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento do juiz Ivan Lúcio Amarante, dos desembargadores Dirceu dos Santos, João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho, além do juiz Alexandre Meinberg Ceroy. Parte deles é investigada por suposto envolvimento em venda de sentenças. Todos negam as acusações.
O juiz Renato José de Almeida Costa Filho chegou a ser afastado, mas retornou normalmente às funções após decisão posterior



















