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SOBRETUDO. Chiodini vice resolve o MDB ou oficializa a divisão?

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A confirmação do deputado federal Carlos Chiodini como pré-candidato a vice-governador na chapa de João Rodrigues parece, à primeira vista, uma definição importante dentro do MDB catarinense.

Mas, quando se observa o cenário real do partido, a pergunta deixa de ser quem será o vice.

E passa a ser outra. O MDB vai caminhar unido com essa decisão?

Hoje, tudo indica que não.

A definição fortalece Chiodini, mas não resolve o partido

A construção da chapa entre PSD e MDB já vinha sendo desenhada há meses. A presença de Chiodini em agendas nacionais ao lado de João Rodrigues, Gilberto Kassab e Ronaldo Caiado praticamente antecipava esse movimento.

A fala de Mauro de Nadal apenas transformou em público algo que já vinha sendo construído nos bastidores.

O problema é que a definição da majoritária não elimina o principal problema do MDB.

A divisão interna continua existindo.

O partido já opera em dois blocos

Hoje, o MDB catarinense funciona claramente dividido entre dois grupos.

Um bloco alinhado à direção estadual, liderado por Chiodini e mais próximo do projeto de João Rodrigues.

E outro grupo formado por prefeitos, deputados e lideranças regionais que continuam próximos ao governo de Jorginho Mello.

PEssa divisão já apareceu publicamente na reunião de prefeitos com Jorginho, na manifestações de apoio ao governador, na tensão interna após carta divulgada por Chiodini e necessidade de reuniões para “acalmar os ânimos” dentro do partido.

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O MDB vive um conflito entre estrutura e base

O ponto mais delicado talvez seja esse.

A direção estadual caminha em uma direção. Mas parte relevante da base municipal caminha em outra.

E, na política catarinense, prefeitos têm peso real. Especialmente em eleição estadual.

Isso significa que a homologação de uma chapa não garante automaticamente unidade operacional.

A escolha de Chiodini pode até aprofundar a resistência

Existe um fator político importante nessa definição.

Ao assumir claramente o posto de vice de João Rodrigues, Chiodini deixa de atuar como mediador interno e passa a ser parte central do conflito político do MDB.

Isso tende a gerar dois efeitos. Fortalece o grupo já alinhado ao PSD e endurece a resistência do grupo ligado ao governo.

Ou seja, a decisão ajuda a organizar um lado, mas pode consolidar o outro

Convenção ainda pode virar campo de tensão

Embora a construção da chapa avance, o próprio Chiodini já sinalizou em bastidores que ainda avalia o formato da definição interna do MDB, incluindo possibilidade de prévia ou convenção mais ampla.

Isso revela algo importante. O partido ainda não considera o ambiente totalmente pacificado.

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E há um motivo claro para isso.

Uma decisão formal pode ser aprovada.
Mas comportamento político não se impõe por estatuto.

O governo continua operando dentro do MDB

Outro ponto relevante é que o governador Jorginho Mello não interrompeu sua aproximação com lideranças emedebistas.

Pelo contrário.

O governo segue trabalhando sobre a base municipal e parlamentar do partido, justamente onde o MDB mantém sua principal força histórica.

Isso dificulta qualquer unificação automática em torno da chapa com João Rodrigues.

 

PONTO DE VISTA

A confirmação de Carlos Chiodini como vice de João Rodrigues organiza melhor o campo da oposição ao governo. Mas ainda está longe de resolver o principal problema do MDB.

O partido não vive apenas uma divergência eleitoral. Vive uma disputa interna de direção política.

Hoje, a executiva estadual parece caminhar em uma direção. Parte importante da estrutura municipal e parlamentar continua em outra.

E esse tipo de divisão raramente desaparece apenas porque uma chapa foi definida.

Na prática, o MDB corre o risco de entrar em 2026 oficialmente em um palanque e operacionalmente dividido entre dois projetos.

O desafio do partido deixou de ser apenas escolher lado.

Agora é conseguir fazer todo mundo caminhar na mesma direção depois da escolha.

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