Presidente da sigla no Estado, Barranco afirma que o PT não deve recusar apoio de quaisquer setores da sociedade que queiram abraçar a candidatura Lula ao Palácio do Planalto nas eleições de 2022. Já Lúdio repudia qualquer tratativa com o agro, e, inclusive, se recusa a estar presente no mesmo ambiente onde representantes do segmento estejam.
“Se o agro definir que irá apoiar o Lula, nós abraçaremos, sim. Porque o PT não vai construir essa candidatura do Lula deixando para trás aqueles que quiserem somar ao processo”, sustenta Barranco.
Em fevereiro, o presidenciável promoveu uma reunião de lideranças políticas mato-grossenses em São Paulo. Apesar de ser um forte militante da legenda no Estado, Lúdio se recusou a participar da discussão e rechaçou a articulação após rotular o setor do agronegócio de “oportunista”.
“Eu escolhi não participar da reunião porque eu me sentiria muito desconfortável se na reunião houvesse a presença de representantes políticos do agronegócio”, disse Lúdio na ocasião.
Único caminho
O falta de consenso entre os deputados já repercute entre as lideranças nacionais do partido. A deputado federal Rosa Neide afirmou que já existe um entendimento muito claro por parte da presidência da legenda de que o grupo partidário e suas lideranças terão que seguir um único caminho no pleito.
A legenda entende que o apoio do agronegócio será importante para a reconstrução do país, caso o grupo consiga retornar ao comando do Palácio do Planalto em 2023.
“O deputado Lúdio é um grande parceiro e nós estamos no momento que é livre qualquer tipo de manifestação. Todo mundo pode especular, conversar e dar declaração. Mas na hora que fechar, já é a orientação da presidenta Gleise, que, quem estiver junto, estará junto e será bem-vindo”, avaliou Rosa Neide.
FONTE/CRÉDITOS: Gazeta Digital

















