MATO GROSSO

"VOLTARAM ATRÁS"

Após pressão e repercussão negativa, vereadores de Cáceres recuam e derrubam vale-alimentação de R$ 1,7 mil

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Há menos de uma semana após garantir um auxílio-alimentação de R$ 1.700 para os próprios vereadores, a Câmara de Cáceres deu marcha à ré. Em votação realizada na manhã desta segunda-feira (8), os parlamentares aprovaram por unanimidade a revogação da lei que havia criado o benefício, encerrando uma polêmica que tomou conta do município nos últimos dias.

A medida havia sido sancionada recentemente pela prefeita Eliene Liberato (Podemos), após aprovação de um projeto apresentado pela própria Mesa Diretora da Câmara. Agora, os mesmos vereadores que defenderam a criação do auxílio lideraram o movimento para extingui-lo, diante da forte repercussão negativa gerada entre moradores e nas redes sociais.

Segundo os parlamentares, a decisão demonstra respeito à opinião pública e à participação da sociedade nos debates políticos. Com a revogação, os recursos que seriam utilizados para custear o benefício retornarão ao orçamento geral da Câmara. O impacto estimado era de aproximadamente R$ 306 mil por ano.

O vale-alimentação seria pago aos 15 vereadores do município, além dos salários mensais que giram em torno de R$ 11,2 mil. A proposta provocou críticas por ampliar os benefícios dos parlamentares em um momento de cobrança por mais responsabilidade com os gastos públicos.

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A polêmica também reacendeu o debate sobre outros aumentos aprovados pela Câmara nos últimos anos. Em março de 2025, os vereadores aprovaram por unanimidade o reajuste da verba indenizatória, que saltou de R$ 7.850 para R$ 10.074,90. Somado ao subsídio mensal de R$ 10.838,13, o valor recebido por cada parlamentar ultrapassou os R$ 20 mil por mês.

Na ocasião, a medida acabou barrada pela Justiça após a repercussão negativa do caso. Os vereadores tiveram de devolver os valores recebidos, conforme informou a assessoria de comunicação da Casa. Já em dezembro de 2024, outro episódio semelhante gerou indignação popular quando os parlamentares aprovaram, em uma votação rápida, o aumento dos próprios salários, além dos vencimentos da prefeita e do vice-prefeito.

A proposta elevava o subsídio dos vereadores para R$ 13.909,85, mas também foi suspensa judicialmente. Ao derrubar o reajuste, a magistrada responsável pelo caso apontou que o município adotava medidas de contenção de gastos, cenário considerado incompatível com a concessão de aumentos aos agentes políticos.

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