Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
LUTO

Amigos lamentam exploração em torno da morte de professora de Física

publicidade

O professor de Matemática, Adnilso Augusto, da Escola Estadual Filogonio Correa, no Distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá, foi um dos que lamentou a morte da professora de Física, Euzenil Almeida de Oliveira, 49 anos, na última segunda-feira (7), em decorrência de uma parada cardíaca.

“Lamentável que a mídia esteja explorando uma inverdade”, desabafa o professor Adnilso Augusto

Para o professor, que trabalhou com Euzenil nos anos letivos de 2016 e 2017 e se tornou um dos seus melhores amigos, é lamentável a exploração pela mídia em torno do ocorrido. “Por intermédio de familiares, tive acesso à informação do laudo pós-morte que revelou três veias entupidas no sistema circulatório da Euzenil. Portanto, penso que não é correto afirmar que as paradas cardíacas ocorridas dias antes do falecimento tenham relação com o processo de atribuição de aulas pelo qual ela aguardava o desfecho. Lamentável que a mídia esteja explorando uma inverdade”, desabafa o professor.
Layane Schultz, é diretora da Escola Estadual Filogonio Correa e, além de também ter trabalhado com Euzenil de Oliveira, a teve como coorientadora da sua tese de mestrado. Segundo a diretora, quem escreveu sobre a morte da Euzenil ao menos foi procurar a família ou se interessou por detalhes do laudo pericial. “Achei uma extrema falta de respeito com a família a divulgação de fatos que não condizem com a realidade”, exclamou com tristeza Layane Schultz. A diretora diz que é irracional tentar encontrar uma relação entre o processo de atribuição de aulas, que é puramente técnico e segue a ritos específicos, com a causa da morte da amiga. “Foi uma fatalidade, certamente”.

Leia Também:  Restaurante em Cuiabá aposta em estratégia nutricional para emagrecimento
Layane Schultz: “Achei uma extrema falta de respeito com a família a divulgação de fatos que não condizem com a realidade”

“Euzenil era uma pessoa cheia de sonhos e que ajudava muita gente”, revela Adnilso Augusto. O professor lembra que a colega era muito dedicada à profissão. Ela foi professora interina na rede Estadual de Ensino entre maio de 2009 e dezembro de 2021, em momentos alternados quando exerceu o magistério também em outras instituições de ensino como as escolas Liceu Cuiabano, Marcelina de Campos, Padre Ernestro, Clênia Rosalina de Souza e Francisco Ferreira Mendes. “Foi professora substituta na Universidade Federal de Mato Grosso e também no Instituto Federal de Mato Grosso. Além disso, foi bolsista PNPD do programa de pós-graduação em Física da UFMT”, contou.
“Infelizmente não teremos nesse ano letivo a professora Euzenil”, completou a professora Sirlene Santino, que também era amiga e confidente. “A maior tristeza é ver notícias inverídicas sobre uma pessoa que não está mais aqui para esclarecer”. Euzenil Almeida de Oliveira era solteira, não tinha filhos e dedicou a sua vida à Educação. Cursou Licenciatura Plena em Física pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de 1995 a 1999 e concluiu o Mestrado e Doutorado em Física pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Leia Também:  Presidente da Câmara defende orçamento secreto

ASSESSORIA

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade