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Alta dos fertilizantes preocupa produtores, mas impacto nos alimentos deve demorar a chegar

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A disparada nos preços dos fertilizantes, em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, deve ter pouco impacto imediato sobre os preços dos alimentos em 2026. Segundo especialistas, a maior pressão no curto prazo tende a vir do aumento dos combustíveis, já que grande parte das lavouras já foi plantada ou está em fase final de colheita.

De acordo com pesquisadores da FGV Agro, culturas como soja, arroz, milho e feijão já tiveram aplicação de fertilizantes concluída, o que reduz os efeitos imediatos da alta nos insumos. No entanto, produtores demonstram preocupação com os próximos ciclos, especialmente diante da incerteza sobre a duração do conflito e seus impactos no mercado internacional.

O Brasil depende fortemente de importações, adquirindo cerca de 85% dos fertilizantes que consome, com destaque para ureia, potássio e fosfatos. O Oriente Médio tem papel relevante nesse cenário global, o que torna o país vulnerável a oscilações de preços. Culturas como milho, arroz e cana-de-açúcar devem sentir mais os efeitos, devido ao uso intensivo desses insumos.

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Apesar disso, especialistas apontam que o impacto no preço final dos alimentos tende a ocorrer apenas no médio prazo, caso haja redução de área plantada ou queda na produtividade. No momento, o diesel segue como fator mais determinante na inflação, por influenciar diretamente tanto a produção quanto o transporte dos produtos no país.

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