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ALMT convoca secretário da Sinfra para explicar atrasos e custos do BRT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta quarta-feira (27), a convocação do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, para prestar esclarecimentos sobre as obras do Bus Rapid Transit (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande. A oitiva foi marcada para o dia 11 de junho, após o gestor alegar conflito de agenda e adiar o comparecimento previsto para esta semana. O requerimento é de autoria do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que cobra explicações sobre contratos que já ultrapassam R$ 530 milhões.

Segundo Lúdio, as obras inacabadas colocam em risco motoristas, pedestres e moradores que circulam diariamente pelos trechos em construção, além de provocarem transtornos no trânsito das duas cidades. “Até agora, menos da metade da obra do trecho um, que vai do aeroporto até o final da Avenida do CPA, foi concluída. E apenas para esse trecho, o Estado já tem contratados 536 milhões. Por isso, precisamos de explicações do governo de Mato Grosso”, afirmou o parlamentar.

O secretário já havia sido convocado anteriormente para depor na última segunda-feira (25), mas encaminhou ofício informando que não compareceria devido a “muitas demandas urgentes” e compromissos previamente agendados. Após o adiamento, Lúdio criticou a postura do governo e relembrou a promessa de conclusão da obra ainda em 2022. “O governo não pode tratar as convocações da Assembleia da mesma forma que trata a obra do BRT. A promessa, quando o governador Mauro Mendes trocou o VLT pelo BRT, era concluir toda a obra até dezembro de 2022”, declarou.

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Outro ponto questionado pelo deputado envolve os valores de dispensas de licitação relacionadas às obras. Conforme o parlamentar, uma contratação apresentada pela Sinfra em novembro teve valor R$ 51,5 milhões maior que outra dispensa feita menos de três meses antes para a mesma obra e com quantidades semelhantes de estruturas.

As dispensas eletrônicas nº 08/2025 e 09/2025 fazem parte do lote 02 do fracionamento dos contratos para conclusão do BRT, após a rescisão do contrato com o Consórcio Construtor BRT Cuiabá, encerrado em março do ano passado. Já o lote 01, referente às obras entre o Aeroporto Marechal Rondon e o Hospital de Câncer, foi contratado por R$ 155,1 milhões junto ao Consórcio Integra BRT. O lote 03, destinado à construção dos terminais e do Centro de Controle Operacional (CCO), foi firmado em abril de 2026 por R$ 128 milhões com a empresa Lotufo Engenharia e Construções Ltda.

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