Os alimentos ultraprocessados passaram a ser mais consumidos pelos brasileiros durante a pandemia do coronavírus. De acordo com um estudo realizado pelo Datafolha, o consumo de ultraprocessados na faixa-etária dos 45 a 55 anos saltou de 9% para 16% no ano de 2020. Bolachas, salgadinhos, refrigerantes e macarrão instantâneo, são exemplos de alimentos ultraprocessados mais consumidos no Brasil.

A população da faixa-etária dos 45 anos a 55 anos apresenta alta incidência para as doenças cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio, por exemplo. Segundo o médico cardiologista Roberto Yano, o consumo contínuo de alimentos ultraprocessados não só agrava quadros de doenças cardíacas, como também aumenta a chance de desenvolver outras patologias, tais como a hipertensão, a obesidade, a dislipidemia e o diabetes.

De acordo com a nutricionista Dani Borges, quanto mais processados o alimento é, menor é o seu valor nutricional e maior a quantidade de substâncias nocivas à saúde. Dentre as propriedades nocivas, destacam-se conservantes sintéticos e adoçantes artificiais como o xarope de milho, associados ao surgimento de diversas doenças crônicas, como o câncer.
O controle nutricional e a atividade física regular são apontados como redutores dos fatores de risco de doenças cardiovasculares. Optar por uma dieta composta por alimentos naturais, ricos em propriedades antioxidantes e vitaminas, pode prevenir uma série de doenças e aumentar a expectativa de vida do paciente.
MF Press Global




















