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Agro emprega 190 mil a mais no campo, mas perde vagas na cadeia

Soja - colheita. Fotos:Jaelson Lucas / Arquivo AEN

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O agronegócio incorporou cerca de 190 mil trabalhadores nas atividades realizadas dentro das propriedades rurais no primeiro trimestre de 2026, alta de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço, registrado na agricultura e na pecuária, ajudou a reduzir o impacto da perda de postos nos demais segmentos da cadeia.

Apesar do resultado no campo, o número total de ocupados no agronegócio caiu 1%, com a saída de aproximadamente 267,3 mil pessoas. O setor encerrou o trimestre com 27,79 milhões de trabalhadores, equivalentes a 25,73% da população ocupada no país. A maior retração ocorreu nos agrosserviços, com menos 308 mil trabalhadores, seguida pelas agroindústrias, que perderam cerca de 148,5 mil.

Na produção primária, a ocupação cresceu 1,8% na agricultura e 3,7% na pecuária. O café teve alta de 26,9%, a cana-de-açúcar de 13,9% e a horticultura de 5,6%. Na pecuária, a aquicultura avançou 40,8%, enquanto a criação de aves cresceu 26,4% e a suinocultura, 18,7%. Os dados são do Cepea/Esalq-USP em parceria com a CNA.

A renda também avançou. A massa de rendimentos do agronegócio chegou a R$ 68,9 bilhões, alta real de 2,7% em um ano, enquanto o rendimento médio mensal dos empregados subiu 4,8%, para R$ 2.886. Para Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio, o resultado mostra a capacidade de geração de trabalho no campo, mas também revela dificuldades nos demais elos da cadeia. Ele defende crédito mais acessível, renegociação das dívidas rurais, seguro e condições para que produtores retomem investimentos.

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