Nos últimos anos, os sistemas agrícolas da América do Sul têm avançado significativamente, tornando-se protagonistas não apenas na produção de alimentos e biocombustíveis para o mundo, mas também em iniciativas de regeneração dos ecossistemas. Diante de desafios que vão além da simples preservação de áreas de vegetação nativa, diversos representantes do setor estão investindo em tecnologias e inovações que visam promover sistemas de produção mais eficientes e regenerar o ambiente, especialmente o solo, garantindo resiliência e sustentabilidade tanto para o produtor rural quanto para toda a cadeia produtiva.
Nesse contexto, surge a agricultura regenerativa, um modelo agrícola voltado para a regeneração da biodiversidade do solo e do ambiente, promovendo maior vida e complexidade ao sistema produtivo. Isso é possível por meio de práticas de conservação do solo, uso de bioinsumos, adição de matéria orgânica ao solo e retenção de água. Essas abordagens não só tornam os sistemas mais eficientes, mas também têm o potencial de sequestrar carbono, sendo uma ferramenta poderosa na mitigação das mudanças climáticas.
O Brasil tem se destacado como um líder na agricultura regenerativa. O que buscamos com esse modelo é ir além da simplificação dos processos agrícolas: precisamos alinhar nossas práticas com os modos naturais de ação, que envolvem maior diversidade e sistemas mais heterogêneos. Na prática, queremos criar redes de interação, promovendo maior fertilidade do solo, resistência a desafios climáticos e maior eficiência para todos os envolvidos.
A agricultura regenerativa já faz parte das estratégias globais da Cargill, que acredita ser esse modelo a chave para garantir a segurança alimentar e enfrentar os desafios das mudanças climáticas. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Cargill mantém desde 2021 o programa RegenConnect, que incentiva práticas agrícolas regenerativas, recompensando financeiramente os produtores pelo sequestro de carbono. O programa oferece suporte técnico, por meio de agrônomos conservacionistas, para planejar o manejo agronômico das propriedades, abrangendo desde a não revolução do solo até a implementação de culturas de cobertura. Além disso, realiza a medição e o reporte dos impactos dos manejos adotados no sequestro de carbono.
No Brasil, um exemplo de como estamos avançando nessa agenda é o programa RESOLU, criado para promover sistemas agrícolas mais diversificados e sustentáveis. O programa oferece uma plataforma completa de soluções para acelerar e ampliar a agricultura regenerativa no país, com foco em quatro pilares: assistência técnica especializada, portfólio de insumos, finanças verdes e mensuração de carbono. O RESOLU atua em duas frentes: conservação de áreas degradadas para a agricultura, utilizando práticas mais sustentáveis, e adoção de práticas regenerativas em áreas agrícolas já estabelecidas para melhorar a saúde do solo.
Com essa plataforma de soluções, esperamos não apenas estimular a prosperidade dos produtores rurais, mas também gerar um impacto positivo no ecossistema, com benefícios como a redução de gases de efeito estufa, a conservação de recursos hídricos e o aumento da biodiversidade e saúde do solo. Esses programas, tanto no Brasil quanto no exterior, fazem parte do compromisso da Cargill com o produtor rural e a sustentabilidade. A agricultura é o meio pelo qual a empresa realiza esse compromisso, e no Brasil, ela é essencial para alcançarmos altos índices de excelência na gestão dos recursos naturais.



















