O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), negou qualquer tentativa de oferecer uma secretaria ao Podemos para influenciar a disputa pela presidência da Câmara Municipal. A declaração foi dada, em entrevista à imprensa após a repercussão de rumores sobre uma suposta negociação entre o Executivo e vereadores da sigla.
Segundo Abilio, a conversa ocorreu logo após a formação da bancada do Podemos na Câmara, quando os parlamentares procuraram a Prefeitura em busca de uma reunião para discutir a relação entre o partido e a administração municipal.
“O que aconteceu foi que os vereadores do Podemos vieram conversar comigo e, durante a reunião, perguntaram se o partido poderia ter uma secretaria. Eu expliquei que não trabalho dessa forma, que não faço esse tipo de negociação e que as coisas não funcionam assim na nossa gestão. A partir dali surgiu um desconforto e começaram as especulações”, revelou.
O prefeito afirmou que o convite feito ao vereador Ilde não tinha qualquer relação com acordos partidários. Segundo ele, a possibilidade surgiu porque o parlamentar demonstrava dúvidas sobre sua permanência na Câmara Municipal.
“O Ilde dizia que poderia deixar a Câmara e até abrir mão da candidatura dele. Diante disso, eu falei que, se ele quisesse contribuir com a nossa gestão, poderia vir trabalhar conosco. Era um convite pessoal, pelo reconhecimento do trabalho dele, e não uma secretaria entregue ao Podemos ou qualquer tipo de composição política”, emendou.
Abilio ressaltou ainda que a proposta nunca foi adiante e que ambos seguiram caminhos diferentes. Para ele, a situação acabou alimentando interpretações equivocadas sobre uma suposta negociação de cargos.
“Nem ele optou por vir para a Prefeitura, nem eu insisti. A vida seguiu normalmente. Tenho uma boa relação com o Wilde e também com os demais vereadores. As disputas internas da Câmara acabam separando grupos, mas nunca houve qualquer problema pessoal entre nós”, finalizou.
Ao negar as acusações, o prefeito reforçou que sua gestão não adota a distribuição de secretarias como moeda de negociação política e afirmou que continuará mantendo diálogo institucional com todos os vereadores, independentemente de alinhamentos partidários.




























