Mesmo após o fim do decreto de calamidade financeira, Cuiabá continua enfrentando uma grave crise nos cofres públicos. O prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que o município precisará cortar cerca de R$ 90 milhões em despesas no segundo semestre para manter o ajuste fiscal e evitar colapsos financeiros.
“Hoje, nós estamos muito apertados financeiramente, acabou o decreto de calamidade, mas não acabaram os conflitos da economia do município. A gente está bem no limite”, declarou o prefeito, durante entrevista concedida na última sexta-feira (15). Ele adiantou que haverá cortes em pessoal e contratos com fornecedores, mas garantiu que o pagamento dos servidores está assegurado.
Abilio também anunciou que a cobrança de lixo será direcionada aos grandes geradores, para que a população não continue arcando com esse custo de forma indireta. No entanto, descartou a criação de novas taxas. A medida ainda não tem data para começar a valer.
O decreto de calamidade, em vigor de janeiro a junho, foi motivado pelo acúmulo de dívidas herdadas de gestões anteriores. Durante esse período, a Prefeitura afirma ter economizado R$ 138 milhões após revisar e intervir em 386 contratos públicos.






































