Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
SOBRETUDO

A eleição em Santa Catarina pode não ser decidida aqui

publicidade

Enquanto o debate local ainda tenta se organizar, o movimento nacional do bolsonarismo começa a redesenhar o tabuleiro no estado. E isso muda mais do que parece.
O que parece uma escolha de vice é, na verdade, um redesenho de poder.
A discussão em torno da composição da chapa de Flávio Bolsonaro não é sobre gênero, estilo ou perfil. É sobre estrutura.
Ao buscar nomes ligados ao Progressistas, o movimento sinaliza algo maior: tentativa de atrair o partido para um projeto nacional consolidado.
E isso tem impacto direto em Santa Catarina.
O PP vira peça central, e expõe o dilema de Amin
O efeito imediato recai sobre Esperidião Amin. 
Hoje, ele vive um equilíbrio delicado: apoia o projeto nacional do bolsonarismo, mas não se alinha completamente ao desenho local do PL. 
Essa equação começa a ficar insustentável.

Se o PP for puxado de forma mais orgânica para o projeto nacional o partido tende a buscar coerência nos estados e Santa Catarina não ficará fora disso.

 

O problema não é ideológico é estrutural
A leitura mais superficial trata isso como disputa de narrativa. Não é.
É disputa de controle, quem define palanque,  quem controla alianças e quem concentra voto. 
E isso, no fim, decide eleição.
Santa Catarina depende mais do cenário nacional do que admite
Esse é um ponto que muitos ainda subestimam.
O eleitor catarinense, especialmente no campo da direita, não costuma separar voto nacional de estadual. Ele busca coerência entre os dois níveis e responde fortemente a lideranças nacionais. 
Quando o eixo nacional se organiza, o estadual tende a concentração, reduzir candidaturas e impor alinhamento. 
O Senado é onde esse impacto aparece primeiro
A disputa ao Senado em SC já é fragmentada. Com nomes como Carlos Bolsonaro, Caroline de Toni e o próprio Esperidião Amin. 
Todos disputando o mesmo campo. 
Se o bolsonarismo nacional decidir organizar esse espaço tende a forçar concentração, reduzir candidaturas paralelas e impor alinhamento. 
O risco para quem tenta jogar sozinho
Aqui está o ponto mais sensível.
Políticos que tentam manter independência local, sem romper com o nacional e sem se alinhar totalmente passam a correr risco real. 
Porque o eleitor tende a simplificar. Ou está com o projeto ou não está. 
O fator ideológico volta com força
O conteúdo também deixa claro outro movimento.
O bolsonarismo deve intensificar pautas conservadoras, discurso religioso e mobilização de base
E isso tem peso direto em Santa Catarina.
Esse tipo de agenda mobiliza, engaja e organiza voto. 
O efeito prático: menos espaço para o meio
Com o cenário nacional mais definido, o que acontece no estado é previsível. 
O espaço intermediário encolhe, ou se alinha ou perde relevância. 
A eleição deixa de ser apenas estadual
O que está acontecendo agora é uma mudança de eixo.
Santa Catarina deixa de ser uma disputa local com influência nacional e passa a ser uma peça de um projeto nacional. 
PONTO DE VISTA
A política catarinense ainda tenta se organizar olhando para dentro.
Mas o que vai definir o jogo pode vir de fora.
A montagem da chapa presidencial não é um detalhe distante.
É o início da organização do campo político que domina o estado.
E, quando esse campo se organiza, ele não divide espaço, e escolhe lado.
O erro, neste momento, é achar que ainda dá para jogar em mais de uma frente.
Porque, quando o cenário nacional se fecha, o estadual não tem muita escolha. Ou acompanha, ou fica isolado.
E, em eleição majoritária, isolamento raramente termina em vitória.
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Rio Grande do Sul investe R$ 50 milhões em obras em escolas no 1º trimestre de 2025

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade