À CNN, presidente do PT diz juritas têm sido consultados sobre a possibilidade e que “sociedade entendeu que a crise do Judiciário é uma crise do governo”
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (6) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem questionado a competência do Poder Executivo de indicar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). À CNN, Edinho disse que o chefe do Executivo ponderou sobre a participação da sociedade na escolha de integrantes da Corte.
“Outro dia num dialogo comigo, ele [Lula] está querendo e vai ouvir outros juristas, evidente, mas é uma ideia que ele tem e ele quer ouvir mais gente para dar uma posição. Ele mesmo disse: ‘Por que é o presidente da República que tem que indicar ministro do Supremo? Por que que a sociedade civil não pode ser chamada para ela opinar na indicação de um ministro do Supremo? Por que um presidente tem que ter tanto poder sobre um ministro do Supremo?'”, disse Edinho.
O chefe petista afirmou que a ideia ainda é estudada e que Lula buscará ouvir a opinião de juristas. A lei prevê que a indicação de um ministro do STF é feita pelo presidente da República e é submetida à análise do Senado.
Edinho também afirmou que a atual crise interna no STF foi associada ao governo Lula. Segundo ele, a “sociedade entendeu que a crise do Judiciário é uma crise do governo”.
Desta forma, o presidente da sigla ligou o momento da Suprema Corte ao desempenho de Lula no primeiro turno, que ficou abaixo do apontado nas pesquisas, que indicavam um posicionamento à frente de Flávio Bolsonaro (PL).
“A sociedade interpretou dessa forma, de que, em toda essa crise, o presidente Lula é o maior representante do Estado brasileiro e, portanto, jogou sobre ele uma responsabilidade que não é dele. Nós reconhecemos isso. E se criou um imenso movimento de mudança, e nós também temos consciência disso. Portanto, nós não estamos negando o diagnóstico; nós estamos em cima desse diagnóstico, organizando as nossas ações”, completou.
Na sequência de sua fala, o político buscou associar outros casos envolvendo o senador bolsonarista, como possíveis ligações com milicianos, para fazer uma comparação entre os planos do presidente Lula e de seu principal concorrente em relação às reformas no Judiciário.
“Como alguém que tem essa história [Flávio com os escândalos] pode falar em reforma do Poder Judiciário no sentido de fortalecer o Poder Judiciário e de melhorar o Poder Judiciário? Evidente que tem uma imensa contradição”, finalizou.





















