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SOBRETUDO O novo mapa de poder de Santa Catarina

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O novo mapa de poder de Santa Catarina

A eleição terminou, os votos foram contados e os mandatos definidos. Agora começa outra disputa: entender o que o resultado de 2026 mudou no equilíbrio de forças políticas de Santa Catarina.

E, olhando para Governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, uma coisa fica evidente: o mapa partidário catarinense mudou de forma importante.

O PL é o principal exemplo dessa transformação.

O partido reelegeu Jorginho Mello governador com 68,98% dos votos válidos, ampliou de 11 para 16 deputados na Assembleia Legislativa, passou de seis para sete deputados federais e, no Senado, elegeu as duas vagas em disputa. A partir de 2027, as três cadeiras de Santa Catarina no Senado estarão nas mãos do PL, com Jorge Seif permanecendo no mandato até 2031. (TRE Santa Catarina)

É uma mudança que vai muito além de uma eleição para governador.

Em 2022, Jorginho havia chegado ao segundo turno com 38,61% dos votos. Quatro anos depois, não apenas foi reeleito no primeiro turno como chegou a 68,98%. (Tribunal Superior Eleitoral)

No Legislativo estadual, o crescimento também é objetivo: cinco cadeiras a mais na Assembleia. O PL sai de 11 para 16 deputados e passa a ter uma bancada que, sozinha, representa 40% do plenário. (Assembleia Legislativa de Santa Catarina)

Na Câmara, o crescimento foi menor em número absoluto, mas igualmente significativo. O PL passou de seis para sete deputados federais. O PT manteve duas cadeiras. MDB caiu de três para uma, PSD de duas para uma, enquanto PP, Podemos, PCdoB e Republicanos passaram a ocupar uma cadeira cada. (HubPolítico)

E há uma mudança especialmente simbólica no Senado.

Em 2022, o PL elegeu Jorge Seif para uma das três cadeiras catarinenses. Agora, Carol de Toni e Carlos Bolsonaro conquistaram as duas vagas em disputa. Com isso, o PL passa a controlar as três cadeiras do Estado no Senado. (Senado Federal)

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Mas o crescimento do PL também precisa ser entendido como perda de espaço de outros partidos.

O MDB é um dos casos mais claros. Tinha seis deputados estaduais eleitos em 2022 e agora terá quatro. Na Câmara Federal, tinha três cadeiras e terminou a eleição com uma.

O PSD também diminuiu sua presença federal, de duas para uma cadeira, embora tenha mantido três deputados na Assembleia. No Governo, João Rodrigues terminou a eleição em terceiro lugar, com 13,35% dos votos. (HubPolítico)

O Progressistas merece uma leitura própria.

O partido perdeu uma cadeira na Assembleia, passando de três para duas, e elegeu um deputado federal. No Senado, Esperidião Amin, que disputava a reeleição, terminou em terceiro lugar, com 15,32% dos votos, ficando fora da nova composição. (Assembleia Legislativa de Santa Catarina)

Isso significa que o PP chega a 2027 com uma representação diferente daquela que possuía no início deste ciclo. E, para um partido com longa tradição na política catarinense, essa mudança terá consequências na reorganização das forças para os próximos anos.

Outro movimento importante está no centro do sistema partidário.

A Assembleia que começa em 2027 terá 11 partidos representados, contra 13 na legislatura iniciada em 2023. O PL ampliou sua bancada, enquanto partidos como PSDB e PTB deixaram de ter representação própria. A Federação Brasil da Esperança terá cinco deputados, União e PP terão quatro juntos, MDB terá quatro, PSD e Republicanos três cada. (Assembleia Legislativa de Santa Catarina)

Ou seja, a Assembleia ficou menos fragmentada, mas não necessariamente menos plural.

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O dado que chama atenção é outro: uma bancada de 16 deputados do PL passa a conviver com bancadas menores e mais distribuídas entre os demais partidos.

Isso muda a matemática das decisões.

Mas eleição não entrega cheque em branco.

A partir de 2027, o grande teste será transformar tamanho eleitoral em capacidade de articulação. Ter a maior bancada, controlar o Governo e ocupar as três cadeiras do Senado cria uma posição política muito diferente daquela existente no início de 2023. Ao mesmo tempo, uma força parlamentar tão concentrada aumenta também a responsabilidade de quem está no poder.

Para os demais partidos, o desafio é igualmente claro.

MDB, PSD, PP, União e outras legendas precisarão decidir se pretendem atuar de forma isolada, reconstruir seus espaços regionais ou participar da composição política que inevitavelmente será necessária para a governabilidade.

E existe uma questão ainda maior: quem vai ocupar o espaço deixado pelos partidos que perderam força?

Porque eleição não é apenas sobre quem ganhou cadeiras. É também sobre quem deixou de ocupar espaços, quem perdeu representação e quem conseguiu transformar voto em presença institucional.

O resultado de 2026 deixa Santa Catarina com uma configuração política mais concentrada em torno do PL. O governador foi reeleito, a maior bancada da Assembleia cresceu, a bancada federal aumentou e as duas vagas do Senado foram conquistadas pelo partido.

Agora começa a parte mais difícil.

O eleitor já fez a sua escolha. Os partidos terão que mostrar o que pretendem fazer com ela.

Nos próximos quatro anos, a pergunta não será apenas quem tem mais poder.

Será como esse poder será usado, quem terá capacidade de dialogar e quais forças conseguirão se reorganizar para disputar o próximo capítulo da política catarinense.

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