Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

SP flexibiliza corte de laranjeiras com greening

publicidade

São Paulo passou a adotar critérios diferentes para a eliminação de laranjeiras contaminadas pelo greening, de acordo com a incidência da doença em cada município. Em áreas com mais de 10% das plantas sintomáticas, a retirada obrigatória fica limitada às árvores doentes de até três anos. Nos municípios com baixa incidência, todas as plantas contaminadas devem ser eliminadas, independentemente da idade.

A mudança está prevista na Resolução nº 32/2026, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e ocorre em um cenário de avanço da doença. Levantamento do Fundecitrus aponta que 48,08% das laranjeiras do cinturão formado por São Paulo e pelo Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais apresentavam greening em 2026, ante 47,63% no ano anterior. Apesar do aumento de 0,45 ponto percentual, a alta foi a menor dos últimos nove anos.

A severidade da doença, porém, aumentou entre as plantas contaminadas. O índice passou de 22,7% para 27% no conjunto dos pomares e de 25,9% para 31% entre as árvores em produção. Nas plantas com mais de dez anos, a incidência chegou a 63,27%, enquanto entre árvores de três a cinco anos caiu de 39,18% para 29,5%. O levantamento também mostra forte desigualdade regional, com índices de 82,1% em Limeira e 0,31% no Triângulo Mineiro.

Leia Também:  Custo da soja pode ultrapassar 50 sacas por hectare na safra 2026/27

Mesmo nas regiões onde o corte de árvores adultas deixou de ser obrigatório, os produtores continuam sujeitos ao controle do psilídeo Diaphorina citri, transmissor da bactéria do greening. As inspeções devem ser feitas a cada 15 dias e registradas, enquanto mudas precisam ser adquiridas de viveiros cadastrados. A nova estratégia busca conter a doença nas áreas de baixa incidência e, nas regiões mais afetadas, preservar pomares adultos sem interromper o monitoramento e o controle do inseto.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade