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Plantio da soja avança lentamente e clima limita trabalho no campo

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O plantio da soja da safra 2026/27 alcançou 0,5% da área prevista no Brasil até 18 de setembro, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço ocorre em ritmos distintos: Paraná lidera com 2% da área semeada, seguido por Mato Grosso do Sul, com 1%, e Mato Grosso, com 0,6%. No Centro-Oeste, a falta de umidade e as altas temperaturas dificultam a entrada das máquinas, enquanto o excesso de chuva reduz as janelas de trabalho no Sul.

Em Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio está concentrado principalmente em áreas irrigadas ou que receberam chuvas localizadas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta que os volumes previstos para os próximos dias ainda são insuficientes para recuperar a umidade do solo em grande parte do Estado e de Goiás. Com temperaturas elevadas, o risco é de germinação irregular, falhas no estande e necessidade de replantio quando a semeadura ocorre após chuvas isoladas.

No Paraná, onde a semeadura começou mais rapidamente, o problema é o excesso de água. As chuvas frequentes têm reduzido o tempo disponível para a operação de máquinas e podem dificultar o trabalho em áreas com solo encharcado. Em Mato Grosso do Sul, a situação é intermediária, com condições mais favoráveis em parte do território, mas ainda com distribuição irregular da umidade entre as regiões.

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Apesar do início lento, ainda não há indicação de perda generalizada do potencial da safra. O avanço do plantio nas próximas semanas dependerá da regularização das chuvas no Centro-Oeste e da abertura de períodos de solo adequado no Sul. Em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, atrasos prolongados também podem diminuir a janela para culturas de segunda safra, especialmente o milho.

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