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Brasil deve iniciar safra sem risco de falta de fertilizantes

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O Brasil deve iniciar a safra 2026/27 sem risco imediato de desabastecimento de fertilizantes, apesar da previsão de queda nas importações e das tensões no comércio internacional. A oferta deverá ser sustentada pelos estoques acumulados ao longo do ano, pela diversificação dos fornecedores e por um acordo com o Marrocos que prevê até 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados para compradores brasileiros.

A estimativa foi apresentada pelo governo nesta terça-feira (22), durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão, em Belo Horizonte. As importações devem somar entre 40 milhões e 41 milhões de toneladas em 2026, ante 45,5 milhões no ano passado. Ao mesmo tempo, a Conab projeta aumento de 2,2% na área plantada com grãos, para 85,3 milhões de hectares, cenário que pode exigir maior controle no uso dos insumos.

O problema, porém, não é apenas a disponibilidade. O Brasil ainda depende do exterior para obter entre 80% e 85% dos fertilizantes utilizados, enquanto os preços seguem elevados. Nos sete primeiros meses do ano, o volume importado caiu 7,4%, para 22,4 milhões de toneladas, mas os gastos subiram 7,3%. Rússia e China continuam entre os principais fornecedores, enquanto Canadá, Marrocos e Turcomenistão ampliaram as vendas ao país.

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O acordo com o Marrocos pode contribuir para reduzir a pressão sobre o abastecimento, mas não garante preços menores ao produtor. Paralelamente, o governo aposta na retomada da produção nacional de nitrogenados, com unidades reativadas e a previsão de conclusão da fábrica de Três Lagoas (MS) em 2029. Para a safra atual, a orientação é priorizar o uso eficiente dos nutrientes, com análise de solo e aplicação conforme a necessidade de cada área, enquanto custos, câmbio, fretes e condições do mercado internacional continuam influenciando o preço do adubo.

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