O Brasil inicia a safra 2026/27 com previsão de produzir 181,64 milhões de toneladas de soja, 58,22 milhões a mais que os Estados Unidos, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume brasileiro mantém o país na liderança mundial, com produção projetada cerca de 47% superior à norte-americana.
A Conab estima crescimento de 0,7% sobre as 180,41 milhões de toneladas da temporada anterior. A área plantada deve avançar 1,4%, para 49,31 milhões de hectares, enquanto a produtividade média tende a recuar 0,8%, para 3.683 quilos por hectare. O resultado dependerá do comportamento das chuvas e das condições das lavouras ao longo do ciclo.
Em Mato Grosso, principal produtor nacional, o plantio alcançou 1,15% dos 13,05 milhões de hectares previstos, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O ritmo supera os 0,55% registrados no mesmo período do ano passado e a média de 0,94% dos cinco ciclos anteriores, movimento favorecido pelo início das chuvas em parte do Estado.
Nos Estados Unidos, o USDA elevou a projeção da safra para 123,42 milhões de toneladas, ante 123 milhões na estimativa anterior. A produção mundial deve chegar a 442,35 milhões de toneladas, enquanto a China mantém previsão de importar 115 milhões. O cenário combina oferta elevada, demanda chinesa sustentada e estoques globais próximos da estabilidade, fatores que devem influenciar as cotações e a comercialização da produção brasileira ao longo da temporada.



















