Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
SAÚDE MENTAL

Ansiedade, depressão e burnout ganham espaço e desafiam a medicina em Cuiabá

publicidade

Ansiedade, depressão e burnout ganharam espaço no cotidiano e já fazem parte das conversas em empresas, escolas e famílias. Em entrevista ao podcast Unicast, da Unimed Cuiabá, o psiquiatra Antônio Carlos de Carvalho Reiners explicou que o aumento dos diagnósticos não significa necessariamente que mais pessoas estejam adoecendo. Segundo ele, o cenário também reflete uma medicina mais preparada para identificar os transtornos e uma sociedade menos resistente a buscar ajuda.

 

Ao Unicast, o especialista afirmou que transtornos depressivos, psicóticos e de humor sempre existiram. A diferença está na capacidade atual de reconhecê-los com maior precisão e no fato de que mais pessoas se sentem à vontade para procurar atendimento especializado.

 

Durante a entrevista ao podcast da Unimed Cuiabá, Reiners também chamou atenção para as pressões da vida moderna. O uso constante de tecnologia, as redes sociais e o excesso de informações mantêm as pessoas expostas a estímulos praticamente o tempo todo, cenário que pode contribuir para quadros de ansiedade e angústia.

 

As crianças também entram cada vez mais cedo nesse universo. No Unicast, o psiquiatra alertou para o excesso de telas e seus possíveis impactos no desenvolvimento emocional, especialmente na capacidade de lidar com limites, negativas e frustrações.

Leia Também:  Deputado José Medeiros dispara contra cortes na segurança de fronteira e alerta para “corredor livre do tráfico”

 

Outro ponto destacado pelo médico foi que o tratamento da saúde mental não pode ser resumido ao uso de medicamentos. Segundo Reiners, embora os remédios possam ser importantes para controlar sintomas em determinados casos, eles não substituem a compreensão dos conflitos e experiências que estão por trás do sofrimento.

 

A psicoterapia, conforme explicou ao podcast Unicast, também ocupa um papel importante nesse processo. O acompanhamento pode ajudar o paciente a compreender emoções, conflitos e padrões de comportamento, além de poder envolver psicólogos, grupos de apoio e outras formas de suporte.

 

Reiners também destacou uma diferença fundamental: nem todo sofrimento significa doença. O luto provocado por uma perda, por exemplo, pode ser uma reação natural. A avaliação profissional ganha importância quando os sintomas persistem, comprometem a rotina ou aparecem associados a fatores de risco.

 

Durante a conversa com o Unicast, da Unimed Cuiabá, o psiquiatra ainda abordou a chamada somatização. Ansiedade e depressão podem provocar insônia, cansaço, dores e outros sintomas físicos, levando o paciente a procurar diferentes especialistas. Quando os exames não encontram uma causa física que explique o quadro, a avaliação psiquiátrica pode ajudar a compreender a origem do sofrimento.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade