A investigação que levou à Operação Sacrilegium revelou que um grupo de São Paulo monitorava moradores e testava a segurança de condomínios de alto padrão de Cuiabá antes de furtar apartamentos. Segundo a Polícia Civil, os criminosos avaliavam diferentes prédios, acompanhavam a rotina das vítimas e só entravam nos imóveis quando consideravam o momento mais seguro. Nesta quarta-feira (2), foram cumpridas 20 ordens judiciais em São Paulo relacionadas aos crimes.
Em um dos casos, ocorrido em 13 de abril de 2025, no bairro Duque de Caxias, um dos suspeitos entrou no condomínio antes do furto e se passou por morador, permanecendo em uma área fora do alcance das câmeras. Depois que a vítima saiu, outro integrante foi à portaria e perguntou por ela. Com a confirmação de que o apartamento estava vazio, o criminoso que já estava no prédio seguiu pelas escadas, arrombou a porta da cozinha e levou joias, ouro, pérolas, pedras preciosas e dinheiro em reais e outras moedas. O prejuízo foi estimado em R$ 300 mil.
A polícia também identificou o veículo usado pelo grupo. Registros de monitoramento e de concessionárias de rodovias indicaram que o automóvel entrou em Mato Grosso um dia antes do furto e deixou o Estado poucas horas depois do crime, em direção a São Paulo. Em outro furto, ocorrido em 19 de setembro de 2025, os investigadores apreenderam o veículo e celulares usados pelos suspeitos. A análise dos equipamentos e dos deslocamentos ajudou a reconstruir a atuação do grupo.
Segundo a investigação, os criminosos compartilhavam informações em tempo real e chegavam a avaliar vários condomínios no mesmo dia antes de escolher um alvo. A divisão de tarefas incluía monitoramento dos moradores, verificação dos acessos e apoio durante a fuga. A ligação entre os dois inquéritos permitiu à Polícia Civil individualizar a participação dos suspeitos e fundamentar os pedidos das medidas judiciais cumpridas na Operação Sacrilegium.































