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Agro deve movimentar R$ 3,13 trilhões em 2026

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O agronegócio brasileiro deve movimentar R$ 3,13 trilhões em 2026 e representar 22,8% da economia do país, segundo projeção do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). O valor considera toda a cadeia, dos insumos e produção rural à indústria e aos serviços.

A estimativa, porém, indica um ano de acomodação após o crescimento superior a 12% registrado em 2025. A pecuária deve avançar 2,8%, para R$ 1,25 trilhão, enquanto a agricultura pode recuar 13,7%, para cerca de R$ 1,88 trilhão. Na produção agrícola dentro das propriedades, a retração projetada chega a 21%.

A queda da agricultura não significa necessariamente menor produção. A redução dos preços de produtos agrícolas e o aumento dos custos diminuem o valor gerado pela cadeia, mesmo com safras elevadas. Já a pecuária deve ser favorecida pela bovinocultura de corte e pelo desempenho da agroindústria e dos serviços, com avanços projetados de 7,9% e 7,6%, respectivamente.

O cenário reforça a importância de aumentar a eficiência e agregar valor à produção, especialmente com o início da safra 2026/27. A expansão do processamento de soja, dos biocombustíveis e da produção de rações amplia a integração entre agricultura e pecuária, enquanto juros, custos e endividamento seguem como desafios. Mesmo em um ano de ajuste, o setor deve continuar respondendo por quase um quarto da economia brasileira.

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