O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, classificou neste domingo (23) como “farsa e mentira” o projeto em tramitação no Congresso que prevê o fim da escala 6×1. Durante o primeiro debate presidencial de 2026, promovido pela TV Bandeirantes, ele afirmou que a medida poderia levar empresas brasileiras à falência e defendeu uma reforma trabalhista que permita a contratação por hora.
“Não acredite nesses políticos que estão dizendo pra vocês que vocês vão trabalhar menos e ganhar mais, num país que até as Casas Bahia quebraram”, afirmou Renan. Segundo ele, o deputado federal Kim Kataguiri foi o único a alertar no Congresso que o fim da escala 6×1 seria uma “farsa” e uma “mentira”. Renan também acusou o governo Lula de adotar medidas que, segundo ele, poderiam reduzir a oferta de empregos e ampliar a dependência de programas sociais.
As críticas ocorreram durante o segundo bloco do debate, que também teve embate sobre segurança pública. Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o Brasil vive “em clima de guerra” e acusou o governo Lula de ser conivente com facções criminosas. “A Amazônia é 100% comandada pelo PCC, Comando Vermelho, venezuelanos, colombianos e também mexicanos”, disse. Segundo Caiado, Lula “se acovardou” e “se ajoelhou para o crime”.
Renan acompanhou as críticas e afirmou que o PT é “inimigo da polícia em todos os estados”. O candidato defendeu que estados que não adotarem políticas efetivas contra o crime organizado possam sofrer intervenção federal, citando o uso de Estado de Defesa e de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). As declarações ocorreram em um debate sem a participação de Lula, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), ausências que também foram exploradas pelos candidatos presentes.



















