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RADIOGRAFIA SOBRETUDO 2026: QUEM REALMENTE TEM CHANCE DE SE ELEGER EM SANTA CATARINA

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RADIOGRAFIA SOBRETUDO 2026

Uma eleição não se entende apenas pelos nomes. É preciso entender a força de cada candidatura.

A partir de amanhã, 17/08, a Sobretudo inicia uma série especial de análises sobre as nominatas que disputarão as eleições de 2026 em Santa Catarina. Não será uma simples relação de candidatos e muito menos uma reprodução das listas divulgadas pelos partidos. A proposta é outra: abrir a eleição por dentro e tentar responder uma pergunta que interessa ao eleitor, aos próprios candidatos e a quem acompanha a política catarinense: quem realmente tem condições de chegar lá?

Nos próximos dias, vamos percorrer partido por partido, analisando as chapas para deputado federal e deputado estadual. E faremos isso olhando para muito mais do que o nome na urna. Vamos considerar histórico eleitoral, votação anterior, mandato, presença regional, força municipal, estrutura política, capacidade de mobilização, exposição pública, composição da nominata e, principalmente, a capacidade de cada candidato transformar esse conjunto de fatores em votos em 2026.

Também vamos olhar para o que normalmente fica escondido nas listas oficiais. Quem é puxador de votos? Quem chega muito forte? Quem está competitivo? Quem corre por fora? Quem pode surpreender? E quem, apesar de ter um nome conhecido, terá dificuldade para transformar notoriedade em uma cadeira?

A análise também será coletiva. Uma eleição proporcional não é uma disputa individual. O desempenho de cada candidato interfere no desempenho de toda a chapa. Por isso, vamos avaliar a capacidade de cada partido de transformar sua votação em cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Ao final de cada radiografia, apresentaremos nossa projeção de potencial de cadeiras, deixando claro que se trata de uma análise da Sobretudo, e não de uma previsão matemática do resultado.

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Outro componente será decisivo: o mapa eleitoral de Santa Catarina. Vamos observar onde cada candidato possui força, quais regiões já têm donos políticos, onde existe sobreposição de candidaturas e quais nomes conseguiram construir uma presença territorial capaz de ultrapassar seus redutos tradicionais. Em uma eleição proporcional, território ainda é voto. E voto distribuído de maneira inteligente pode valer mais do que uma grande exposição concentrada em uma única região.

Também vamos olhar para os bastidores. Mudanças de partido, disputas internas, composição das chapas, candidatos que migraram de uma eleição para outra, nomes que abandonaram uma disputa para concorrer a outro cargo e movimentos que podem alterar completamente o equilíbrio entre os candidatos. O eleitor verá não apenas quem está na chapa, mas por que aquele nome importa dentro dela.

E haverá espaço para aquilo que mais interessa à Sobretudo: dizer o que os números e os fatos permitem enxergar, mesmo quando a conclusão não coincide com o consenso político ou com o discurso dos próprios partidos.

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Não vamos trabalhar com “favoritos” porque alguém simplesmente é considerado favorito. Vamos explicar os motivos. Não vamos transformar pesquisa em sentença eleitoral. Não vamos confundir mandato com eleição garantida. E não vamos tratar candidato conhecido como candidato necessariamente competitivo.

A cada edição, portanto, o leitor encontrará quatro perguntas fundamentais: quem está forte, quem está na briga, quem pode surpreender e quem corre o risco de ficar pelo caminho?

Começaremos pelo PL, hoje a maior força partidária de Santa Catarina, e ao longo dos próximos dias passaremos por União Progressista, MDB, PSD, Republicanos, Federação Brasil da Esperança, PSOL/Rede, Podemos, Novo, PSB, PDT e demais legendas que tenham relevância na disputa.

A ideia é que, ao final da série, o leitor tenha diante de si algo que ainda não existe de forma organizada na cobertura eleitoral catarinense: um mapa da força real das candidaturas proporcionais de 2026.

Porque uma eleição não se resume a quem disputa o Governo ou quem aparece na frente das pesquisas.

O governador administra o Estado. Mas são os deputados que ajudam a decidir como esse Estado será governado.

E é justamente essa eleição, menos visível e muitas vezes mais determinante, que a Sobretudo começa a radiografar nesta segunda-feira 17/08.

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