MATO GROSSO

CRISE FINANCEIRA

Wanderley cobra explicações após decreto de calamidade e diz estar assustado com crise em Várzea Grande

Montagem: Reprodução/Captura de vídeo

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O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), reagiu ao decreto de calamidade financeira e fiscal anunciado pela prefeita Flávia Moretti (PL) e afirmou estar assustado com a situação das contas do município. Em um pronunciamento divulgado nas redes sociais do próprio vereador, Cerqueira cobrou explicações sobre a aplicação dos recursos públicos e questionou os motivos que levaram a Prefeitura a declarar emergência financeira.

Na publicação feita em seus canais oficiais, o parlamentar afirmou que já vinha alertando o Executivo sobre dificuldades na administração e defendeu que a Câmara Municipal não tem criado obstáculos para a gestão. Segundo ele, o Legislativo aprovou a maioria dos projetos enviados pela Prefeitura e garantiu espaço para remanejamentos dentro do orçamento.

“Eu já vinha alertando o Executivo sobre esse caos financeiro. Como você quer saber, eu também quero saber. O Poder Legislativo quer saber para onde está indo esse dinheiro. A Câmara não engessou o mandato da prefeita. No ano passado, dos 50 projetos que chegaram aqui, aprovamos 42. Outros seis foram retirados para correção e depois aprovados.”

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Cerqueira também citou o projeto que previa o aumento do ISSQN de 2% para 5%, único rejeitado pela Câmara, segundo ele. O vereador afirmou que a medida poderia prejudicar empresários e comprometer a geração de empregos no município.

“Foi um projeto que ia rebentar o empresário varzeagrandense, aquele que gera emprego, gera renda e movimenta a nossa cidade. A Câmara entendeu que o empresário não aguenta mais pagar imposto e decidiu não aprovar esse aumento.”

O presidente ainda destacou os valores autorizados para remanejamento no orçamento e afirmou que a Prefeitura já recebeu uma ampla margem para reorganizar os recursos. De acordo com ele, a Câmara aprovou R$ 155 milhões em remanejamentos neste ano e se surpreendeu com um novo pedido de ampliação de mais R$ 407 milhões.

“Quando chegou o balanço para a Câmara Municipal, vimos que foram deixados R$ 113 milhões em restos a pagar. E agora, com esse decreto de calamidade financeira, nós ficamos assustados. É uma situação que precisa ser explicada para a população.”

No pronunciamento publicado nas redes sociais, Wanderley Cerqueira também criticou a situação dos serviços públicos e afirmou que a crise seria resultado de falta de planejamento. Ele citou problemas como falta de medicamentos, dificuldades no atendimento da saúde, ausência de manutenção das ruas e precariedade dos serviços oferecidos à população.

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“Eu nunca vi isso na minha vida. Nasci e fui criado em Várzea Grande. Nunca vi um decreto de calamidade financeira aqui. Eu também estou assustado. Não sei para onde está indo o dinheiro. Quero saber.”

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