Moradores do distrito de Guariba, em Colniza (1.059 km de Cuiabá), participaram nesta segunda-feira (29) de uma audiência pública que apresentou o Diagnóstico Técnico Integrado sobre a Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt. O estudo aponta a existência de ocupações rurais consolidadas antes da ampliação da unidade de conservação e propõe um modelo de redimensionamento da área, conciliando preservação ambiental e regularização fundiária.
O levantamento, apresentado pelo antropólogo Joany Arantes, identificou comunidades tradicionais ribeirinhas, além de sobreposições fundiárias e conflitos decorrentes da ampliação da reserva em 2015. Segundo o pesquisador, a proposta busca garantir segurança jurídica às famílias sem reduzir a proteção ambiental.
De acordo com o estudo, a área da reserva poderá ser reduzida de cerca de 164 mil para aproximadamente 111 mil hectares, com a exclusão de cerca de 48 mil hectares. O relatório servirá de base para a análise do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 11/2025, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que propõe rever os limites da unidade de conservação.
Durante a audiência, Cattani afirmou que o objetivo é corrigir uma situação que afeta famílias instaladas na região antes da ampliação da reserva. O estudo também recomenda a proteção das comunidades tradicionais, a regularização das ocupações consolidadas, a implementação do plano de manejo e o fortalecimento da fiscalização ambiental.
Criada em 1996 com cerca de 57 mil hectares, a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt teve sua área ampliada para aproximadamente 164 mil hectares em 2015, passando a abranger áreas ocupadas por moradores e produtores rurais, o que intensificou os conflitos fundiários na região.

















