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Brasil mantém negociação para barrar novas tarifas de Trump

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O governo brasileiro intensificou as negociações para tentar reverter as novas tarifas de 25% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. Apesar da expectativa de um encontro durante a cúpula do G7, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Trump tiveram apenas um cumprimento informal, sem reunião oficial.

A avaliação do governo é que a medida tem caráter mais político do que comercial e segue uma estratégia recorrente de Trump de utilizar tarifas como instrumento de pressão em negociações internacionais. As conversas para evitar novas restrições seguem em nível ministerial.

Os Estados Unidos justificam a medida com base em uma investigação comercial que aponta supostas práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano. Além disso, Washington propôs uma tarifa adicional de 12,5% para países que, segundo o governo americano, não combatem adequadamente a entrada de produtos ligados ao trabalho forçado, o que pode elevar a taxação sobre produtos brasileiros para 37,5%.

Apesar da preocupação diplomática, analistas avaliam que o impacto econômico direto tende a ser limitado porque cerca de 60% das exportações brasileiras para os EUA ficaram de fora das novas medidas. Ainda assim, o governo brasileiro considera a decisão injustificada e promete manter as negociações para evitar prejuízos ao comércio bilateral.

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Pelas regras americanas, a investigação ainda precisa ser concluída antes da aplicação definitiva das tarifas. Lula afirmou que enviará uma nova carta a Trump para tratar do tema e reforçou que o Brasil continuará buscando uma solução diplomática para o impasse comercial.

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