Debutante presidencial

Na festa de 70 anos do deputado Alberto Fraga (PL-DF), Michelle Bolsonaro desfilou como pré-candidata à Presidência, em evento coreografado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que articula nos bastidores a substituição de Flávio por ela na cabeça da chapa.
Desfile BBB
A ex-primeira-dama circulou entre as bancadas BBB (da bala, de Brasília e da Bíblia), driblou o presidenciável Flávio e recebeu o apoio velado de caciques do partido.
Regulamentação da jornada

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou como relator para o PL 1838 de 2026 (redução de jornada), mantendo o texto da PEC 6×1 que foi aprovada por ampla maioria (472 e 451 votos) e que agora tramita no Senado.
Apelo popular
A medida atende à classe trabalhadora, que quer mais tempo para a família e a religião, mostrando que o Legislativo pode sim dialogar com as ruas quando a pressão popular é forte.
Jornada travada
Contudo, no Senado, Davi Alcolumbre atende ao lobby da Fiesp e da CNI e segura a votação.
Travamento empresarial
Os empresários reivindicam que o correto seria liberar a negociação direta entre patrão e empregado com jornada flexível, banco de horas e compensação.
Pautas-bomba

Em um só dia, duas comissões do Senado aprovaram pautas-bombas que podem gerar rombo de R$ 77 bilhões: aposentadoria especial para agentes de saúde (R$ 30 bilhões) e piso salarial de R$ 13,6 mil para médicos (R$ 47 bilhões).
Fisiologismo eleitoral
O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), admite que ninguém vota contra por causa das eleições de dois em dois anos – e Davi Alcolumbre revela ter 31 projetos deste tipo represados. É a farra do funcionalismo à custa do contribuinte.
Cultura do fisiologismo
O problema não é só o calendário eleitoral, mas a cultura do fisiologismo em que políticos aprovam benefícios sem lastro fiscal porque sabem que o Tesouro cobre. A saída é simples: emenda constitucional que exija impacto financeiro prévio e proíba criação de despesa sem corte equivalente.
Custo da insegurança

Pesquisa da CNI revela que 81% dos industriais apontam a insegurança como componente do Custo Brasil, com 62% relatando aumento nos custos finais devido à segurança no transporte e 45% vendo o mesmo efeito nos investimentos gerais.
Fracasso estatal
Para os empresários ouvidos, esse cenário é o retrato do fracasso estatal em garantir um direito básico: segurança patrimonial.
Sem competitividade
Enquanto o governo se perde em pautas identitárias e assistencialismo, o setor produtivo arca com bilhões em escoltas, rastreamento e seguros – um verdadeiro imposto invisível que corrói a competitividade nacional.
FPA critica veto

Para a FPA, o veto integral do presidente Lula ao projeto dos safristas (PL 715 de 2023) penaliza trabalhadores temporários do campo que buscam formalização durante a safra, sem perder acesso imediato a programas sociais.
Distorção
A decisão do governo ignora a realidade rural e mantém uma distorção que empurra o trabalhador para a informalidade, agravando a escassez de mão de obra e prejudicando a eficiência produtiva do agronegócio.
Equívoco
Para a FPA, o veto é um equívoco que cria falsa oposição entre proteção social e trabalho formal. O Estado deveria estimular quem quer trabalhar, não punir com burocracia.
Veto ao agro

Além do veto do governo ao PL dos Safristas, que permitia trabalhadores temporários do Bolsa Família manterem o benefício durante a safra, o governo decidiu ainda bloquear R$ 461 milhões do Seguro Rural e sinalizar mais um veto à renegociação de dívidas rurais, aprovada no Senado no último dia 10.
Impacto fiscal
A justificativa de impacto fiscal desconsidera a arrecadação gerada pela formalização (FGTS, INSS) e o alívio social. É mais um episódio em que o Executivo sacrifica o trabalhador e o produtor em nome de uma ideologia que vê o campo como inimigo.
Farsa fiscal

O governo reduziu sua estimativa de impacto do PL 5122 de 2023 (renegociação de dívidas rurais) de R$ 800 bilhões para R$ 140 bilhões em menos de 24 horas, sem que o texto do Senado tivesse mudado.
Impacto fictício
A conta inflada serviu apenas para criar narrativa contra o produtor rural, ignorando que o projeto é autorizativo e usa recursos de fundos constitucionais, do pré-sal e superávits – não desembolso direto do Tesouro.
Lula no G7

O presidente Lula participa pela décima vez da Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, para debater parcerias internacionais, crescimento econômico e inteligência artificial, mas como país convidado, sem poder de negociação sobre os documentos finais.
Palanque internacional
Embora o Brasil defenda temas como agregação de valor a minerais críticos e reforma das instituições globais, a presença petista em um clube de nações ricas soa como palanque internacional para um governo que, internamente, trava o agro, aumenta impostos e afasta investidores.
Redução de tarifas
Lula deveria usar o G7 para reduzir tarifas, firmar acordos de livre comércio e desburocratizar a economia, não para discursos vazios sobre desenvolvimento. A ausência do Brasil entre os membros plenos reflete décadas de política externa ideológica e estatizante.
Estado menos pesado
O caminho para ser protagonista é liberalizar, privatizar, abrir mercado e deixar o Estado menos pesado – não depender de convites para assistir aos ricos decidirem o futuro.
Planos Fronteira

O MIDR (Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional) lançou os primeiros planos integrados de desenvolvimento para a faixa de fronteira amazônica (Arco Norte e Rondônia), com eixos que vão do ordenamento territorial à segurança, elaborados com participação de estados e comunidades.
Intervenção estatal
Mais uma vez, a estratégia do governo é centralizar decisões e multiplicar programas, em vez de reduzir impostos, simplificar licenças e dar autonomia aos agentes locais para atrair investimentos privados.
Menos Estado
O caminho não é mais planejamento estatal, mas menos Estado: desburocratizar a regularização fundiária, extinguir subsídios e abrir a fronteira para o livre mercado.
Preso a regras
Enquanto o governo comemora números, o agricultor continua preso a regras, limites de renda e exclusão do mercado formal. O verdadeiro desenvolvimento vem com liberdade, não com mais tutela estatal.
Frase do dia
“Emergiram diversos elementos capazes de suscitar dúvidas sobre a imparcialidade [do ministro Alexandre de Moraes], sob o aspecto objetivo, do tribunal [STF} que proferiu a condenação da recorrente”.
Trecho da sentença da Suprema Corte italiana ao absolver a ex-deputada Carla Zambelli.


















