Um levantamento inédito da Serasa Experian apontou que Mato Grosso e Rondônia incorporaram juntos 294 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26. O estudo, feito com imagens de satélite e sensoriamento remoto, mostra que Mato Grosso segue como principal força da produção nacional, enquanto Rondônia desponta como uma das fronteiras agrícolas que mais crescem no país.
Do total de expansão, Mato Grosso respondeu por 268 mil hectares, ultrapassando 12,4 milhões de hectares plantados com soja. O estado concentra cerca de 25% da produção brasileira do grão e mantém um modelo baseado em grandes propriedades rurais, responsáveis por 60% da área cultivada. Pequenos produtores representam 18% da produção estadual.
O crescimento mato-grossense foi puxado principalmente pelos municípios de Paranatinga, com abertura de 21,9 mil hectares, Novo São Joaquim, com 12,5 mil hectares, e Nova Mutum, com 12,4 mil hectares. Em contrapartida, cerca de 20 municípios apresentaram retração de área, com destaque para Alta Floresta, onde o cultivo caiu 6% em relação ao ciclo anterior.
Já Rondônia adicionou 26 mil hectares na safra atual e alcançou 730 mil hectares cultivados com soja. Nos últimos seis ciclos agrícolas, o crescimento acumulado da área plantada no estado chegou a 84,4%. Diferente de Mato Grosso, a produção rondoniense é liderada por pequenas propriedades, que concentram 44% da área cultivada, enquanto grandes fazendas representam 38%.
O estudo também mostrou alto índice de regularização ambiental nas áreas produtoras. Segundo os dados, 97% das áreas cultivadas com soja em Mato Grosso possuem registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em Rondônia, o índice chega a 93%. Para especialistas, a rastreabilidade das lavouras se tornou essencial para garantir acesso aos mercados nacional e internacional, cada vez mais rigorosos quanto à origem ambiental dos produtos agrícolas.















