Em celebração ao Dia do Orgulho Trans nesta sexta-feira (15), a RDM relembra uma entrevista especial já publicada anteriormente no portal com Natasha Lopes, influenciadora digital, agente social e uma das figuras mais conhecidas do bairro Pedra 90, em Cuiabá. Mulher trans e primeira rainha de bateria trans da escola de samba Paiaguás, Natasha se tornou símbolo de representatividade e resistência na periferia cuiabana.
A RDM Rede de Mídias também aproveita a data para reafirmar seu compromisso com o respeito, a diversidade e a inclusão. O grupo parabeniza toda a comunidade trans pelo Dia do Orgulho Trans e reforça que acredita em uma sociedade mais humana, plural e livre de preconceitos, abraçando todas as minorias e defendendo o respeito às diferenças.

Relembre a entrevista:
RDM online: Natasha, como começou o seu engajamento em projetos sociais no bairro?
Natasha Lopes: Os projetos sociais no bairro Pedra 90 tiveram início há cinco anos com minha mãe, que é confeiteira e devota de Nossa Senhora Aparecida. Observando as dificuldades do bairro, ela começou distribuindo bolos e refrigerantes. O projeto cresceu, incorporando pipoca e outras atividades. No ano passado, com o apoio da vereadora Baixinha Giraldelli e de comerciantes locais, realizamos um bem-sucedido evento do Dia das Crianças.
RDM online: Natasha, você se reconheceu como mulher trans ainda muito jovem. Como foi esse processo para você?
Natasha Lopes: Foi bem difícil por conta do preconceito. Saí de casa cedo e enfrentei muitas dificuldades, mas tudo isso me tornou uma pessoa mais forte.
RDM online: Hoje você é uma influenciadora com milhares de seguidores. Como é representar mulheres trans nas redes sociais?
Natasha Lopes: Eu sempre fui muito conhecida no bairro, mas não levava isso tão a sério. Depois que comecei no Instagram, as pessoas passaram a acompanhar mais meu trabalho e surgiram novas oportunidades e parcerias.

RDM online: O que você acha da retomada da Parada LGBTQIA+ no Pedra 90?
Natasha Lopes: Acho importante porque é uma forma de mostrar nossa luta e nossos direitos. Já tivemos uma parada pequena organizada pelas meninas trans do bairro e foi muito especial.
RDM online: O que você pensa sobre a lei aprovada em Cuiabá envolvendo redesignação de gênero em menores?
Natasha Lopes: Eu vejo como um retrocesso. A identidade de gênero é algo sério e precisa ser tratada com respeito e acolhimento.
RDM online: Você pensa em entrar para a política?
Natasha Lopes: Muitas pessoas do bairro pedem isso. Não descarto essa possibilidade no futuro.
RDM online: Como foi ser a primeira rainha de bateria trans oficial da escola de samba Paiaguás?
Natasha Lopes: Foi uma realização enorme. Me senti acolhida e representando muitas pessoas que sonham ocupar espaços assim.
RDM online: Que mensagem você deixa para pessoas trans que ainda estão se descobrindo?
Natasha Lopes: Não tenham pressa e nunca deixem de ser quem vocês realmente são. Nenhuma pessoa deve viver para atender expectativas dos outros.


















