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SOBRETUDO

Governo avança sobre o PP, direita reorganiza forças e a eleição começa a mexer no primeiro escalão

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O noticiário político catarinense desta segunda-feira mostrou uma movimentação cada vez mais clara do governador Jorginho Mello para consolidar sua base antes mesmo da campanha começar oficialmente.

As mudanças no governo, os movimentos internos do Progressistas, a reorganização da direita conservadora e as tensões entre lideranças partidárias começam a formar um cenário mais definido para 2026.

E, aos poucos, os gestos políticos começam a valer mais do que os discursos.

Jorginho leva o Progressistas para dentro do governo

A nomeação de Leodegar Tiscoski para a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviço foi muito mais política do que administrativa.

Ela simboliza a entrada definitiva de setores estratégicos do Progressistas dentro do núcleo do governo estadual.

Leodegar foi justamente o dirigente que conduziu a aproximação do PP com o projeto de reeleição de Jorginho Mello. Acabou deixando o comando estadual do partido no meio desse processo e agora retorna diretamente para dentro da estrutura do governo.

O movimento produz uma leitura inevitável nos bastidores. O governador começa a institucionalizar politicamente a aliança com o Progressistas.

E isso acontece justamente no momento em que o senador Esperidião Amin segue atuando em direção oposta dentro do partido.

O PP passa a viver duas realidades ao mesmo tempo

A situação do Progressistas fica cada vez mais peculiar.

Institucionalmente, a executiva alinhada ao governo, espaços no primeiro escalão, prefeitos próximos de Jorginho e base municipal majoritariamente governista.

Politicamente, Amin mantém aliança com João Rodrigues, discurso oposicionista ao governo e tentativa de sustentar um projeto paralelo dentro da própria sigla.

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A nomeação de Leodegar reforça uma percepção que cresce dentro do partido. O governo já trabalha com a ideia de que o PP estará oficialmente ao seu lado em 2026

O entorno de Amin começa a encolher

Outro ponto que ganhou força nos bastidores nesta segunda-feira foi justamente o impacto político do isolamento gradual de Esperidião Amin dentro do próprio Progressistas.

Depois do evento no Sul do estado e da baixa mobilização da estrutura partidária regional, a chegada de Leodegar ao governo fortalece ainda mais o grupo que defende alinhamento definitivo com Jorginho Mello.

Nos bastidores, o que muitos dirigentes passaram a questionar é simples. Até onde Amin conseguirá sustentar um projeto político diferente daquele já escolhido pela maior parte do partido?

PL tenta transformar Flávio em eixo da direita catarinense

Outro tema que continua repercutindo é a passagem de Flávio Bolsonaro por Santa Catarina.

O PL trabalha para consolidar o senador como referência nacional da direita no estado e transformar sua pré-candidatura presidencial em elemento de unificação do campo conservador.

Mas os bastidores seguem mostrando dificuldades importantes.

A presença de Carlos Bolsonaro no estado continua gerando desconforto em setores da própria direita catarinense, especialmente entre lideranças tradicionais que resistem à nacionalização completa da disputa local.

MDB continua dividido entre pragmatismo e projeto político

No MDB, o cenário permanece indefinido.

A aproximação de Carlos Chiodini com João Rodrigues avança cada vez mais. Mas prefeitos e parte importante da base continuam operando em lógica mais pragmática, mantendo relação próxima com o governo estadual.

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O partido hoje parece dividido entre quem pensa projeto eleitoral e quem pensa sobrevivência política regional.

E essa diferença começa a ficar mais evidente conforme a eleição se aproxima.

O governo começa a ocupar espaços antes da campanha

Talvez o ponto mais importante do cenário atual seja outro.

O governo estadual parece ter entendido que a eleição de 2026 começa muito antes da campanha oficial.

Por isso amplia espaço partidário, aproxima lideranças regionais, reorganiza o primeiro escalão, fortalece relação com prefeitos e ocupa espaços políticos antes que adversários consigam consolidar alianças.

A nomeação de Leodegar talvez seja exatamente isso.

Não apenas gestão.

Mas construção antecipada de maioria política.

PONTO DE VISTA

Santa Catarina começa a entrar em uma fase mais madura da pré-eleição.

Os movimentos já não são apenas declarações ou especulações. Passam a envolver estrutura de governo, ocupação de espaços e alinhamento partidário concreto.

A chegada de Leodegar Tiscoski ao primeiro escalão talvez seja um dos movimentos mais simbólicos até agora porque materializa algo que vinha sendo construído silenciosamente, a aproximação entre governo e Progressistas.

Enquanto isso, Amin continua tentando sustentar um caminho alternativo dentro do próprio partido.

O problema é que, na política, chega um momento em que o discurso perde força diante da ocupação real de espaço e poder.

E hoje o governo parece estar ocupando esses espaços muito mais rápido do que seus adversários conseguem reagir.

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