A Câmara de Várzea Grande amanheceu em clima de tensão nesta segunda-feira (11) após a suspeita de um aparelho de escuta clandestina ser encontrado dentro do gabinete do vereador Bruno Rios, líder da prefeita no Legislativo. O caso provocou o cancelamento da sessão ordinária desta terça-feira (12) e mobilizou uma operação de varredura policial dentro do prédio da Câmara Municipal.
A decisão foi tomada pelo presidente da Casa, Wanderley Cerqueira, que anunciou uma inspeção técnica completa nas dependências do Legislativo. A ação será conduzida pela Polícia Civil, por meio da Gerência de Contrainteligência (GECOI), especializada em investigações sensíveis e operações de segurança institucional.
O episódio começou após Bruno Rios registrar boletim de ocorrência ao relatar ter encontrado um equipamento suspeito escondido em seu gabinete. O vereador acionou imediatamente a polícia e também comunicou o Ministério Público, cobrando providências da Mesa Diretora diante da gravidade da situação.
A operação da GECOI está marcada para começar às 9h e deve realizar uma varredura minuciosa no plenário, gabinetes e demais setores da Câmara. O objetivo é identificar possíveis dispositivos clandestinos que possam comprometer a segurança institucional e o funcionamento das atividades legislativas.
Nos bastidores, o caso gerou forte repercussão entre vereadores e servidores, aumentando o clima de desconfiança dentro da Casa de Leis. A suspeita de monitoramento clandestino levantou preocupações sobre espionagem política e possíveis violações de privacidade no ambiente parlamentar.
Em nota, a Câmara afirmou que a medida busca garantir transparência e segurança para parlamentares, servidores e para a população que acompanha os trabalhos do Legislativo Municipal. A direção da Casa também destacou que a inspeção foi solicitada formalmente pela Secretaria Legislativa de Gestão e Planejamento.
Com o cancelamento da sessão desta terça-feira, os trabalhos legislativos foram suspensos temporariamente e a próxima sessão ordinária ficou marcada para o dia 19. Enquanto isso, a expectativa gira em torno do resultado da perícia policial e da confirmação sobre o suposto equipamento de escuta encontrado dentro do Parlamento várzea-grandense.




























