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TRABALHO

Pais mais presentes — mas até quando?

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A ampliação da licença-paternidade no Brasil reacende um debate antigo: o país está realmente avançando na divisão de responsabilidades familiares ou ainda caminha devagar? A nova lei prevê o aumento gradual do benefício, podendo chegar a até 20 dias, acima dos cinco dias garantidos hoje para a maioria dos trabalhadores.

 

Na prática, a mudança busca ampliar a presença do pai nos primeiros dias de vida do filho, período considerado essencial. Especialistas apontam que esse envolvimento ajuda a fortalecer o vínculo familiar e também dá mais suporte à mãe no pós-parto.

 

Apesar do avanço, o Brasil ainda está atrás de outros países. Na Suécia, por exemplo, pais têm direito a meses de licença remunerada. Em Portugal, há períodos mais longos e até obrigatórios, o que incentiva uma divisão mais equilibrada dos cuidados.

 

Esse cenário mostra que os 20 dias ainda são vistos como insuficientes por muitos especialistas. Pesquisas indicam que as mulheres continuam assumindo a maior parte das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos, mesmo quando trabalham fora.

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No dia a dia, o impacto tende a ser positivo, ainda que limitado. Com mais tempo em casa, o pai pode participar mais da rotina do bebê, consultas médicas e adaptação da família à nova fase.

 

Por outro lado, a medida também gera atenção no setor empresarial. Empresas, principalmente as menores, terão que lidar com ausências mais longas. Ainda assim, especialistas defendem que políticas como essa aumentam o engajamento dos funcionários.

 

No geral, a nova lei representa um avanço, mas ainda distante do ideal. Ela aponta para uma mudança de cultura, em que o cuidado com os filhos passa a ser mais compartilhado. A dúvida é se esse movimento vai continuar evoluindo nos próximos anos.

 

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