Uma denúncia grave e cheia de tensão sacudiu os bastidores da Prefeitura de Várzea Grande. Uma servidora do cerimonial registrou boletim de ocorrência contra o ex-secretário de Assistência Social e atual assessor Gustavo Henrique Duarte, conhecido como Bispo Gustavo Duarte, acusando-o de injúria, ameaça e difamação dentro do próprio gabinete da administração municipal, na manhã desta quarta-feira (30).
De acordo com as primeiras informações, o episódio começou por volta das 10h20, quando o assessor teria exigido que a servidora cumprisse uma tarefa de forma imediata. No entanto, ao informar que já estava executando outra demanda, a resposta não teria sido bem recebida e o clima teria mudado rapidamente.
Gustavo teria reagido de forma ríspida, desconsiderando a justificativa da servidora e insistindo para que a ordem fosse cumprida naquele instante. A situação escalou quando ela questionou a postura do assessor e ressaltou que ele não era seu superior hierárquico.
A partir daí, a discussão teria saído do controle. A servidora afirma que passou a ser alvo de ofensas, sendo chamada de “sons*a” e “idiota”. Abalada, precisou ser retirada do local por uma colega de trabalho, que interveio ao perceber o nível de tensão e o impacto emocional causado.
A denúncia aponta ainda que, logo após o confronto, o assessor teria ligado para a secretária de Comunicação, Paola Carlini, pedindo a demissão da servidora. Em seguida, ele teria deixado o gabinete de forma abrupta, batendo a porta com força.
Mas o episódio não teria terminado ali. Conforme o relato, Gustavo teria ido até outra sala onde a servidora estava e retomado os ataques, desta vez com tom ainda mais ameaçador. “Você vai ver o que eu vou fazer com você”, teria dito, apontando o dedo em direção ao rosto da vítima.
Há informações também de um histórico de comportamentos considerados ofensivos. A servidora afirma que o assessor costuma fazer comentários depreciativos sobre ela a terceiros, inclusive à prefeita, chegando a usar termos pejorativos relacionados à sua aparência e orientação. Segundo a denunciante, atitudes semelhantes também teriam sido direcionadas a outras mulheres no ambiente de trabalho.
Diante da situação, a servidora declarou temer por sua integridade física e psicológica, manifestando o desejo de representar criminalmente contra o assessor e solicitando medidas protetivas de urgência. Ela destacou ainda que ambos trabalham em salas próximas, o que aumenta a sensação de risco e insegurança dentro do próprio local de trabalho.































