A Fragata “Tamandaré” (F200) foi incorporada à Marinha do Brasil na sexta-feira (24) como a primeira de oito embarcações previstas para reforçar a segurança marítima do país. O navio integra o Programa Fragatas Classe Tamandaré, voltado à modernização da esquadra e à proteção da chamada Amazônia Azul, área sob jurisdição brasileira que ultrapassa 5,7 milhões de km².
Considerada a embarcação mais moderna da América Latina, a Tamandaré é parte do primeiro lote de quatro navios, que estão sendo construídos em Itajaí (SC) com mão de obra nacional e transferência de tecnologia alemã. As outras três fragatas, Jerônimo de Albuquerque (F201), Cunha Moreira (F202) e Mariz e Barros (F203), estão em diferentes fases de produção, com previsão de entrega até 2029.
O processo de construção segue cinco etapas principais: corte de chapa, batimento de quilha, lançamento, provas de mar e mostra de armamento, esta última marca a incorporação oficial à Marinha. No caso da Tamandaré, as provas de mar ocorreram entre agosto e dezembro de 2025, culminando na entrega definitiva neste mês.
Com tripulação de 143 militares, o navio possui sistemas avançados de vigilância e combate, incluindo radares, sonar, sensores infravermelhos e armamentos como mísseis antinavio, antiaéreos, torpedos e canhão de 76 mm. O projeto segue padrões da Otan e incorpora tecnologia stealth, que reduz a detecção por radar.
Durante a cerimônia, também foi assinado um memorando para construção de um segundo lote de quatro fragatas, ampliando o programa. Segundo o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, o reforço é essencial para proteger recursos estratégicos da região, como energia, alimentos e minerais, além de garantir a soberania nacional.




























