A nova pesquisa do Instituto Veritá coloca Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni na frente para o Senado em Santa Catarina. O dado chama atenção. Mas o que ele revela, de fato, é um cenário de sobreposição — não de consolidação.
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Os dados completos — e a fonte
Levantamento do Instituto Veritá
Período: 29 de março a 4 de abril de 2026
Entrevistados: 1.525 eleitores em SC
Margem de erro: ±2,5 pontos percentuais
Nível de confiança: 95%
Cenário para o Senado (duas vagas):
•Carlos Bolsonaro — 24,7%
•Caroline de Toni — 23,0%
•Esperidião Amin — 11,3%
•Décio Lima — 10,2%
•Clésio Salvaro — 4,5%
•Carlos Chiodini — 3,6%
•Tânia Ramos — 2,9%
•Gilson Marques — 2,6%
•Vinícius Lummertz — 0,2%
Não sabem/não responderam: 13,1%
Brancos/nulos: 3,7%
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O dado mais chamativo não é a liderança
À primeira vista, o cenário parece simples: dois nomes do PL liderando
Mas isso não indica domínio.
Indica outra coisa: sobreposição eleitoral dentro do mesmo campo
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Dois líderes do mesmo partido não somam — competem
Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni disputam essencialmente:
•o mesmo eleitor
•o mesmo espaço ideológico
•o mesmo campo político
Isso gera um efeito inevitável: divisão.
E divisão, em eleição majoritária, cobra preço.
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A pesquisa mostra força — mas também mostra risco
Sim, o campo ligado ao PL aparece forte.
Mas ao mesmo tempo:
•está fragmentado
•não tem um nome dominante
•e ainda não consolidou liderança única
Isso abre espaço para reorganização.
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Amin aparece em queda relativa, e em posição delicada
Os 11,3% de Esperidião Amin não são desprezíveis.
Mas são insuficientes para quem precisa disputar topo.
E o problema não é só o número.
É o contexto: ele está fora da polarização principal
E isso, em eleição ao Senado, costuma ser perigoso.
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Décio Lima mantém um espaço previsível
Os 10,2% de Décio Lima seguem a lógica esperada.
•voto mais ideológico
•base mais estável
•menor variação
Não lidera.
Mas dificilmente desaparece.
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O dado escondido: ninguém consolidou a segunda vaga
Em disputa com duas cadeiras, o mais importante não é o primeiro lugar.
É quem garante a segunda.
E hoje: essa vaga está completamente aberta
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O fator Carlos Bolsonaro precisa ser lido com cautela
O desempenho de Carlos Bolsonaro é alto.
Mas precisa ser interpretado corretamente.
Ele representa:
•força de marca nacional
•associação direta ao bolsonarismo
•alto nível de reconhecimento
Mas ainda não representa:
•estrutura local em SC
•articulação regional
•base política própria no estado
Seu número mede potencial.
Ainda não mede capacidade de entrega eleitoral.
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O erro que muitos vão cometer ao ler essa pesquisa
Achar que o PL já garantiu as duas vagas.
Não garantiu.
Porque, para isso acontecer, precisa:
•evitar divisão interna
•coordenar candidaturas
•e concentrar voto
E isso ainda não aconteceu.
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O que a pesquisa realmente revela
Mais do que liderança, ela mostra:
•um campo forte, mas fragmentado
•ausência de coordenação clara
•e disputa interna ainda não resolvida
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PONTO DE VISTA
A pesquisa do Instituto Veritá traz números relevantes.
Mas o principal dado não está na liderança.
Está na divisão.
Dois candidatos do mesmo partido liderando não significam vitória garantida.
Significam que o eleitor ainda não escolheu.
E, enquanto não escolhe, o cenário permanece aberto.
Hoje, o PL aparece forte.
Mas ainda não está organizado.
Amin perdeu centralidade.
Décio mantém base.
E a segunda vaga segue sem dono.
No fim, eleição ao Senado não premia quem aparece mais.
Premia quem consegue concentrar voto.
E essa etapa, até agora, ainda não começou.
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