MATO GROSSO

TRIBUNAL DO JÚRI

Empresário é condenado a 22 anos por execução brutal de ex-jogador em Cuiabá

Montagem: Reprodução

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O desfecho de um crime brutal que chocou Cuiabá veio com uma sentença pesada: o empresário Idirley Alves Pacheco foi condenado a 22 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, de 46 anos. O julgamento, realizado nesta terça-feira (14), colocou fim a um caso marcado por violência e frieza.

 

Além da longa pena, o réu também foi condenado ao pagamento de 10 dias-multa e de uma indenização de 60 salários mínimos aos familiares da vítima — valor que ultrapassa R$ 97 mil. A decisão foi proferida pela juíza Mônica Perri, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, que reconheceu a gravidade dos crimes.

 

Na sentença, a magistrada confirmou a condenação por homicídio qualificado — por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima — além de sequestro e coação no curso do processo. Ela ainda determinou a manutenção da prisão preventiva e a execução imediata da pena, deixando claro o rigor da decisão diante da brutalidade do caso.

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Segundo trecho da decisão, o réu foi condenado “à pena de 22 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado”, além de multa, e deverá pagar indenização mínima de 60 salários mínimos aos herdeiros da vítima. A juíza também foi categórica ao manter o acusado preso e determinar o início imediato do cumprimento da pena.

 

O crime, ocorrido em 11 de julho do ano passado, foi executado com extrema violência. Everton foi atingido por seis disparos à queima-roupa, principalmente na cabeça, pescoço e costas. As investigações apontaram que o assassinato foi motivado por ciúmes, após a vítima se envolver com a ex-companheira do empresário.

 

De acordo com a Polícia Civil, Idirley atraiu Everton sob um falso pedido de ajuda, rendeu a vítima durante o trajeto e, em um momento de emboscada, efetuou os disparos. Após o crime, fugiu do local e se entregou três dias depois, chegando a alegar extorsão — versão que foi descartada pelas investigações, que revelaram um crime premeditado e motivado por obsessão.

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