A inflação oficial do país ficou em 0,88% em março, acima da expectativa do mercado, que projetava 0,70%, segundo dados do IBGE. O resultado foi impulsionado principalmente pela alta dos combustíveis e dos alimentos, que juntos responderam por 76% do índice no período.
O grupo Transportes avançou 1,64%, com destaque para a gasolina, que subiu 4,59% e teve impacto direto no índice. Já o diesel registrou alta ainda maior, de 13,90%, refletindo um cenário internacional instável, marcado por tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, além de impactos na produção de petróleo.
No grupo Alimentação e bebidas, a alta foi de 1,56%, com aumento de 1,94% na alimentação dentro de casa, o maior desde abril de 2022. Produtos como leite longa vida (11,74%) e tomate (20,31%) tiveram elevações expressivas, influenciadas pela menor oferta e pelo encarecimento do transporte.
No acumulado, o IPCA soma 1,92% no ano e 4,14% em 12 meses. Apesar da alta acima do esperado, economistas apontam desaceleração nos núcleos da inflação, indicando tendência de controle, ainda que com maior disseminação dos aumentos entre os itens.













