O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a previsão da produção mundial de soja para 427,4 milhões de toneladas em relatório divulgado nesta quinta-feira (9), ao mesmo tempo em que reduziu levemente os estoques globais para 124,8 milhões. Para o Brasil, a estimativa foi mantida em 180 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 115 milhões.
Apesar da queda nos estoques, o mercado segue com percepção de oferta confortável, o que limita altas mais expressivas nos preços internacionais, especialmente na Bolsa de Chicago. Para o produtor brasileiro, o cenário indica margens mais apertadas, em meio a custos ainda elevados e menor pressão de compra por parte dos importadores.
Outro ponto destacado é a competitividade. Com a redução nas exportações dos Estados Unidos, estimadas em 41,9 milhões de toneladas, o Brasil segue ganhando espaço, principalmente no mercado chinês. No entanto, essa expansão também amplia a dependência externa e a exposição às oscilações globais.
No milho e no trigo, o cenário é semelhante, com aumento da produção global e pressão sobre as cotações. A leitura do relatório reforça um ambiente de alta oferta e maior necessidade de estratégia por parte dos produtores, especialmente na gestão de custos e no timing de comercialização.















