A semeadura do milho 2025/26 em Mato Grosso segue atrasada e ainda não atingiu a área total prevista, mesmo com mais de 20 dias além da data ideal. O atraso é reflexo da semeadura tardia da soja e do excesso de chuva nos últimos meses, que acumulou até 900 mm em algumas regiões, segundo o projeto Aproclima, da Aprosoja MT.
Até o momento, foram plantados 93,68% da área estimada para o milho, de acordo com o Instituto Mato-grossense da Economia Agropecuária (Imea). Produtores alertam que o excesso hídrico pode prejudicar o desenvolvimento das plantas e comprometer a produção final.
“O milho é mais sensível que a soja. Chuvas excessivas podem reduzir a população de plantas por hectare e afetar diretamente a produção”, explica Nathan Belusso, diretor financeiro da Aprosoja MT. A vice-presidente sul da entidade, Laura Battisti Nardes, acrescenta que o excesso de água pode gerar prejuízos na qualidade e quantidade dos grãos.
Municípios como Diamantino, Nova Mutum, Vera, Sinop, Claúdia, Matupá e Querência registraram os maiores acúmulos de chuva. Nessas áreas, os produtores enfrentam dificuldades para acessar os campos com máquinas devido ao risco de compactação do solo.
Produtores locais, como Fábio Luis Bratz, de Nova Ubiratã, relatam preocupação com o ciclo do milho e o risco de redução da produtividade caso as chuvas se encerrem antes do período crítico de floração. A Aprosoja MT segue monitorando o clima e orientando os agricultores para minimizar os impactos na safra.




















