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Réu é condenado a 12 anos de reclusão por feminicídio tentado

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Edson Rodrigues de Arruda foi condenado a 12 anos de reclusão em regime inicial fechado pelo crime de feminicídio tentado qualificado contra Nádia Christiane Santos de Sousa. A decisão foi tomada na terça-feira (10), no Tribunal do Júri de Cuiabá, e o réu acompanhou o julgamento por videoconferência. A pena terá execução imediata, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), e a prisão de Arruda foi decretada ao final da sessão.

O Conselho de Sentença acatou integralmente a tese do Ministério Público de Mato Grosso, reconhecendo a materialidade e autoria do crime. Os jurados concluíram que o réu iniciou a execução do homicídio, que só não se consumou por intervenção de terceiros, e confirmaram que o crime teve motivo torpe, violência de gênero e ocorreu na presença da mãe da vítima.

De acordo com a denúncia, Edson manteve um relacionamento de cerca de três anos com Nádia. Em fevereiro de 2019, após retornar de uma festa, ele arrombou a casa da vítima, danificou seu carro e a atacou violentamente, arrastando-a para os fundos da residência e desferindo socos na cabeça, além de ameaçar matá-la com um facão.

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A mãe de Nádia, ao chegar ao local e ver a filha ensanguentada, desmaiou acreditando que ela estava morta. A ação criminosa só foi interrompida pela intervenção de testemunhas, momento em que o réu acreditou ter consumado o homicídio.

O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins atuou no plenário e acompanhou a leitura da sentença, que reafirma a gravidade dos crimes de violência contra a mulher e a aplicação rigorosa da legislação em casos de feminicídio.

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