Oito magistrados de Mato Grosso estão atualmente afastados das funções por suspeitas de condutas incompatíveis com o cargo. Entre eles estão dois desembargadores e seis juízes de primeiro grau. As decisões de afastamento foram determinadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O caso mais recente é o do desembargador Dirceu dos Santos, afastado pelo CNJ na segunda-feira (2), com previsão de permanecer fora das atividades até 31 de dezembro deste ano. Também segue afastado o desembargador João Ferreira Filho, investigado por suspeita de venda de sentenças. Ele foi retirado do cargo por decisão do CNJ em agosto de 2024 e teve o afastamento mantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro do mesmo ano. Em fevereiro, o CNJ prorrogou o prazo para conclusão do processo administrativo disciplinar contra ele.
No primeiro grau, estão afastados os juízes Maria das Graças Gomes da Costa, Silvia Renata Anffe Souza Alves de Moura, Mirko Vincenzo Giannotte, Anderson Candiotto, Tatiana dos Santos Batista e Ivan Lúcio Amarante. Cinco deles foram suspensos por decisão do Órgão Especial do TJMT, enquanto o afastamento de Ivan Lúcio foi determinado pelo CNJ. As suspeitas envolvem desde interferência em processos e paralisação de ações judiciais até possíveis casos de favorecimento, enriquecimento ilícito e recebimento de vantagens indevidas.
Os processos tramitam sob segredo de Justiça na Corregedoria. Durante o afastamento, os magistrados ficam sem acesso aos sistemas do Judiciário, mas continuam recebendo salário, conforme prevê a legislação, já que são considerados inocentes até a conclusão das investigações.


















