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Câmara argentina discute reforma trabalhista de Milei sob greve geral

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A Câmara dos Deputados da Argentina inicia nesta quinta-feira (19) a discussão do projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei. O texto já foi aprovado pelo Senado e enfrenta resistência da Confederação Geral do Trabalho (CGT), que convocou greve geral a partir da meia-noite. A expectativa oficial é votar a proposta até 1º de março, quando Milei abrirá o período legislativo.

Diante da mobilização e de novos protestos previstos, o governo determinou que a imprensa adote “medidas de segurança” e evite áreas de possível confronto. O Ministério da Segurança advertiu para situações de “risco” e informou que forças atuarão em caso de violência. Na semana passada, quando o Senado debateu o tema, manifestações terminaram em confrontos e cerca de 30 detidos.

Considerada uma das maiores mudanças trabalhistas em décadas, a reforma revisa normas que remontam aos anos 1970 e integra um pacote de ajustes voltado à estabilização econômica. O projeto flexibiliza contratos, amplia o período de experiência, altera regras de férias e jornada — podendo chegar a 12 horas diárias com compensação —, facilita demissões e impõe limites a greves em serviços essenciais.

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Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e taxa de desemprego de 6,6% no terceiro trimestre de 2025. O governo afirma que a reforma busca reduzir custos e estimular a formalização em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.

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