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Projeto que criaria “devedor contumaz” segue parado na Câmara enquanto Refit é alvo de operação bilionária

Depois de intensos debates entre lideranças do governo Lula, líderes do “centrão” e empresários ligados a CNI, o programa Mover foi aprovado pelos deputados - apesar da resistência ao projeto pela bancada oposicionista ligada ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL). (Foto: Bruno Spada / Agência Câmara)

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O projeto de lei que cria a figura do “devedor contumaz”, destinado a impedir esquemas bilionários de sonegação de ICMS, está parado na Câmara dos Deputados desde 30 de outubro, quando foi aprovada a urgência na tramitação. Até agora, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não definiu quem será o relator, e diversos partidos demonstram interesse na função.

A demora preocupa o setor de combustíveis, já que Ricardo Magro, dono da Refit, principal devedora de ICMS do país, mantém influência sobre parlamentares, principalmente do Rio de Janeiro. A empresa é investigada na operação Poço de Lobato, deflagrada nesta quinta-feira (27) pela Polícia Federal, que mira supostos esquemas de sonegação bilionária.

A ação, realizada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de SP (Cira-SP), mobiliza 621 agentes públicos entre promotores, auditores fiscais, policiais civis e militares. No total, são 190 alvos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Distrito Federal, envolvendo pessoas físicas e empresas ligadas ao grupo.

O ICMS é um imposto estadual sobre a circulação de mercadorias, cuja arrecadação financia serviços essenciais como saúde, educação e segurança. Segundo autoridades, o projeto de lei do “devedor contumaz” poderia dificultar a atuação de grandes devedores, como a Refit, evitando a repetição de esquemas complexos de sonegação.

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